EUA intensificam controle de Ebola em aeroportos após missionário testar positivo na África

Reforço nas fronteiras

Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira (18) um endurecimento nas medidas de prevenção contra o Ebola. A decisão surge após a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificar o surto do vírus na República Democrática do Congo (RDC) como uma emergência sanitária de importância internacional. As novas ações incluem a implementação de controles sanitários em aeroportos para passageiros provenientes de áreas afetadas pela doença e a suspensão temporária de vistos.

Americano em missão contrai o vírus

A necessidade de reforçar as precauções foi destacada por Satish Pillai, responsável pela gestão de incidentes relacionados ao Ebola nos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA. Ele informou que um cidadão americano, que estava a trabalho na RDC, testou positivo para o vírus. O indivíduo apresentou sintomas durante o fim de semana e o resultado do exame foi confirmado na noite de domingo. Gestões estão sendo feitas para transferir o missionário para a Alemanha, onde receberá tratamento especializado. Seis outras pessoas estão sendo evacuadas para monitoramento de saúde, e aproximadamente 25 funcionários do escritório de campo dos EUA na RDC estão sob observação.

Risco imediato considerado baixo, mas vigilância é alta

Apesar das novas medidas, os CDC afirmam que o risco imediato para a população geral nos Estados Unidos é considerado baixo. No entanto, além da triagem nos aeroportos, o país implementará restrições de entrada para portadores de passaportes não americanos que tenham visitado Uganda, a RDC ou o Sudão do Sul nos últimos 21 dias. Essas ações visam impedir a entrada do vírus em território americano e conter sua disseminação global.

Surto na RDC e características da doença

O atual surto na República Democrática do Congo tem sido particularmente desafiador, pois ainda não existe vacina nem tratamento específico para a cepa do vírus responsável pela febre hemorrágica altamente contagiosa. De acordo com o Ministério da Saúde congolês, o surto já causou 91 mortes e registrou 350 casos suspeitos. A maioria dos afetados tem entre 20 e 39 anos, e mais de 60% são mulheres, indicando uma vulnerabilidade específica dentro dessa faixa etária e gênero.

Fonte: jovempan.com.br

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