EUA: Europa se Tornou “Incubadora do Terrorismo” Devido à Imigração em Massa e Fronteiras Frágeis

Avaliação na Estratégia de Contraterrorismo

A nova Estratégia de Contraterrorismo da Casa Branca, assinada pelo presidente Donald Trump, aponta que a Europa se tornou um terreno fértil para o terrorismo. Segundo o documento divulgado nesta quarta-feira (6), a imigração em massa, a fragilidade das fronteiras e a diminuição de recursos dedicados ao combate ao terrorismo transformaram o continente em um “alvo” e também “incubadora” de ameaças. A avaliação é que esses fatores criaram um “ambiente explorado por jihadistas, cartéis, grupos extremistas e atores estatais hostis”.

Ameaças Crescentes no Continente Europeu

Embora as nações europeias sejam historicamente parceiras fundamentais dos EUA no combate ao terrorismo, a estratégia americana destaca que o continente enfrenta ameaças crescentes. “O mundo é mais seguro quando a Europa é forte, mas a Europa está gravemente ameaçada e é tanto alvo terrorista quanto incubadora de ameaças terroristas”, afirma o texto. A Casa Branca detalha que organizações como a Al-Qaeda e o Estado Islâmico, além de cartéis e governos adversários dos EUA, estariam explorando “fronteiras fracas” e “recursos mínimos” de contraterrorismo na Europa, utilizando os países europeus como centros financeiros, logísticos e de recrutamento.

Imigração em Massa como “Correia de Transmissão”

Um dos pontos mais contundentes do documento liga diretamente o risco terrorista à imigração em massa. A estratégia sugere que a “imigração em massa sem restrições” tem funcionado como uma “correia de transmissão para terroristas”. A Casa Branca também alega que grupos organizados se aproveitam de fronteiras abertas e “ideais globalistas” para expandir sua atuação na Europa. “Quanto mais essas culturas estrangeiras crescem, e quanto mais as atuais políticas europeias persistem, mais o terrorismo estará garantido”, declara o documento, apelando para que a Europa “aja agora” para conter o que chama de “declínio voluntário”.

Cobrança por Maior Participação na Segurança

A estratégia americana também exige uma participação mais ativa dos aliados europeus em sua própria segurança. O texto apela para que a Europa aumente seus esforços de contraterrorismo, compartilhe informações de inteligência de forma mais proativa e assuma uma parcela maior das operações de segurança, inclusive na África. Esta posição representa mais um ponto de potencial atrito nas relações entre Washington e seus parceiros europeus. A estratégia define três grandes categorias de ameaça terrorista para os EUA: narcoterroristas e grupos criminosos transnacionais, terroristas islâmicos tradicionais e extremistas violentos de esquerda, incluindo anarquistas e antifas.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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