EUA acusam governador de Sinaloa de ligação com Cartel e pedem extradição

Acusação de envolvimento com narcotráfico

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos apresentou acusações contra o governador do estado de Sinaloa, no México, Rubén Rocha Moya, filiado ao partido Morena, o mesmo da presidente Claudia Sheinbaum. Segundo as autoridades americanas, o governador teria se envolvido com o Cartel de Sinaloa, facilitando o envio de drogas para os Estados Unidos. Os EUA solicitaram formalmente a extradição de Rocha Moya.

Rede de corrupção e proteção institucional

A acusação contra o governador faz parte de uma denúncia mais ampla que envolve dez indivíduos, entre funcionários atuais e antigos do governo e das forças de segurança de Sinaloa. Todos são suspeitos de colaborar com o Cartel de Sinaloa, organização classificada como terrorista pelos EUA no ano passado. De acordo com o Departamento de Justiça, essa rede de corrupção permitia que o cartel operasse com proteção institucional, em troca de apoio político e propinas. As investigações indicam que os envolvidos protegiam líderes do cartel contra prisões e repassavam informações sigilosas sobre operações policiais e militares.

Contato direto com “Chapitos” e apoio eleitoral

Conforme a acusação, Rubén Rocha Moya teria mantido contato direto com membros do grupo conhecido como “Chapitos”, facção ligada aos filhos de Joaquín “El Chapo” Guzmán. O governador teria prometido garantir liberdade de atuação para o cartel dentro do estado. Documentos apontam ainda que o político teria se beneficiado do apoio do grupo criminoso durante sua campanha eleitoral.

Violência e negação das acusações

As autoridades americanas também afirmam que parte dos acusados participou diretamente de atos violentos, incluindo sequestros e assassinatos, para defender os interesses do cartel. Em alguns casos, policiais teriam sido utilizados para executar operações ilegais em benefício da organização criminosa. Rubén Rocha Moya nega veementemente as acusações, classificando-as como infundadas e um ataque político. O governo mexicano, por sua vez, questionou a base das acusações, indicando que o pedido de extradição carece de provas suficientes e que as autoridades judiciais do país analisarão o caso antes de qualquer decisão.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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