Estado da União: Trump critica tarifas, imigração e celebra “era de ouro” americana
Em discurso de mais de 1h30, ex-presidente defende políticas econômicas, de segurança e militares, e anuncia “guerra contra a fraude”.
O presidente Donald Trump, em seu primeiro discurso do Estado da União no Congresso em seu segundo mandato, declarou que os Estados Unidos vivem uma “era de ouro”, defendendo os resultados de suas políticas econômicas, de segurança nas fronteiras e de fortalecimento militar. Trump afirmou que herdou um país em crise de Joe Biden, mas que seu governo promoveu uma mudança estrutural, declarando: “Nossa nação está de volta – maior, melhor, mais rica e mais forte do que nunca”.
Críticas à Suprema Corte e defesa econômica
Trump criticou a recente decisão da Suprema Corte que derrubou as tarifas impostas por seu governo com base em uma lei de emergência nacional, argumentando que tal lei não permitiria ao presidente impor tarifas. Apesar disso, garantiu que os acordos comerciais firmados enquanto as tarifas estavam ativas serão mantidos e reiterou a defesa dos interesses econômicos americanos. Ele também voltou a culpar o governo Biden pela alta inflação, afirmando que seu governo a reduziu ao nível mais baixo em mais de cinco anos.
Fronteiras seguras e combate à imigração ilegal
O ex-presidente declarou que os Estados Unidos possuem “a fronteira mais forte e mais segura da história americana”, com zero imigrantes ilegais admitidos nos últimos nove meses e uma queda recorde de 56% no fluxo de fentanil. Trump defendeu as operações do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) contra a imigração ilegal, criticando democratas por condicionarem o financiamento do Departamento de Segurança Interna a novas restrições ao ICE. Ele também pediu a aprovação do “SAVE America Act”, que exige documento oficial para votar e comprovação de cidadania no registro eleitoral, acusando democratas de quererem “roubar as eleições”.
Guerra contra a fraude e conflitos internacionais
Trump anunciou oficialmente uma “guerra contra a fraude”, liderada pelo vice-presidente J.D. Vance, citando como exemplo um caso de suposta fraude de US$ 19 bilhões na comunidade somali em Minnesota. Ele relembrou que seu governo encerrou “oito guerras” e sustentou que a invasão russa à Ucrânia não teria ocorrido sob sua liderança, afirmando trabalhar para encerrar o conflito. Sobre o Oriente Médio, elogiou o cessar-fogo entre Israel e Hamas negociado por seu governo e celebrou a “Operação Martelo da Meia-Noite” contra as instalações nucleares do Irã, reafirmando que os EUA não permitirão que Teerã desenvolva armas nucleares, preferindo a diplomacia, mas sem descartar o uso da força.
Operações militares e combate ao narcotráfico
O ex-presidente mencionou a operação militar que resultou na captura do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro como uma “vitória colossal para a segurança dos Estados Unidos” e um alerta para inimigos como o Irã. Ele também destacou o combate ao narcotráfico, lembrando a designação de cartéis mexicanos como Organizações Terroristas Estrangeiras e a classificação do fentanil ilícito como arma de destruição em massa, o que, segundo ele, reduziu drasticamente o fluxo de drogas para os EUA. O discurso, com mais de 1 hora e 39 minutos, foi o mais longo da história do Estado da União.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
