Eleições no Peru: Keiko Fujimori lidera apuração e aponta para segundo turno contra a esquerda

Keiko Fujimori, filha do ex-presidente autocrata Alberto Fujimori, comemorou nesta segunda-feira (13) os resultados das pesquisas e estimativas preliminares das eleições presidenciais no Peru. As projeções a apontam como favorita para um segundo turno em junho, onde enfrentaria um candidato de esquerda.

Apuração Lenta e Questionamentos

A apuração oficial dos votos tem avançado de maneira lenta, em um processo marcado por atrasos e incidentes que levaram à ampliação do horário de votação. Candidatos e eleitores expressaram indignação com os problemas, com o candidato ultraconservador Rafael López Aliaga, conhecido como Porky, chegando a classificar a situação como “fraude eleitoral gravíssima”. A falta de material eleitoral, como cédulas e urnas, impediu que milhares de peruanos pudessem exercer seu direito ao voto obrigatório.

Disputa pelo Segundo Turno

Com 40% dos votos apurados, Keiko Fujimori lidera a contagem oficial, seguida por López Aliaga. A segunda vaga para o segundo turno ainda é disputada por outros candidatos, incluindo o social-democrata Jorge Nieto e o empresário Ricardo Belmont. A lentidão na apuração e os incidentes eleitorais levaram a protestos em frente à sede da autoridade eleitoral, com eleitores clamando por “fraude”.

Principais Desafios do Futuro Presidente

O próximo presidente do Peru terá a árdua tarefa de enfrentar a elevada taxa de criminalidade e a profunda instabilidade política que tem marcado o país, com a troca de oito presidentes na última década. A segurança pública e o combate ao crime organizado, inclusive a grupos transnacionais, foram temas centrais nas campanhas eleitorais, com propostas que variam de medidas radicais a maior cooperação internacional.

Crise de Confiança e Economia Resiliente

Uma pesquisa recente aponta que mais de 90% dos peruanos confiam “pouco” ou “nada” em seu governo e parlamento, o índice mais alto na América Latina. Apesar da instabilidade política e da desconfiança generalizada, o Peru se destaca como uma das economias mais estáveis da região, com baixa inflação e um setor de exportação mineral em expansão.

Fonte: jovempan.com.br

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