Dólar Fecha Semana a R$ 4,98 com Alívio Geopolítico Global e Queda na Petrobras

Dólar Renova Mínima e Semana Termina em Queda

O dólar encerrou a semana cotado a R$ 4,98, marcando uma queda semanal de 0,56%. A moeda norte-americana chegou a testar o patamar de R$ 4,95 durante o pregão, com mínima de R$ 4,9508, mas reduziu o ritmo de desvalorização ao longo da tarde, fechando o dia em baixa de 0,19%. No acumulado do mês de abril, o dólar já recua 3,77%, contrastando com o avanço de 0,87% registrado em março. No ano, a divisa americana acumula desvalorização de 9,21% frente ao real, que se mantém como uma das moedas com melhores desempenhos globais.

Reabertura de Ormuz e Redução de Risco Geopolítico Impulsionam Real

A principal força por trás da queda do dólar foi a diminuição das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O anúncio da reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã gerou expectativas de um possível acordo para o fim do conflito na região, o que contribuiu para uma desvalorização global da moeda americana. Esse cenário de menor aversão ao risco favoreceu moedas emergentes.

Ibovespa Cede à Petrobras e Bolsa Sofre Correção

Apesar da força do real, a bolsa brasileira, representada pelo Ibovespa, registrou sua terceira correção fracionada consecutiva. O índice fechou em baixa moderada de 0,55%, aos 195.733,51 pontos. A queda foi influenciada principalmente pela desvalorização das ações da Petrobras, levando a uma rotação de posições entre divisas emergentes e à possível saída de recursos estrangeiros do mercado acionário doméstico. Na semana, o Ibovespa recuou 0,81%, interrompendo uma sequência de três semanas de ganhos. No entanto, o desempenho mensal ainda é positivo, com alta de 4,41%, e o ganho anual acumula 21,48%.

Outras Divisas Emergentes se Destacam em Semana Volátil

Enquanto o real mostrou fôlego, outras moedas de países emergentes, como o peso chileno e o rand sul-africano, apresentaram valorizações ainda mais expressivas, superando os 0,80%. A dinâmica observada sugere um movimento de realocação de investimentos em busca de oportunidades em mercados com menor correlação ao petróleo, em um contexto global de busca por ativos mais seguros diante das incertezas geopolíticas.

Fonte: jovempan.com.br

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