Cuba afirma que lancha dos EUA abriu fogo contra Guarda Costeira, resultando em 4 mortos em meio a tensões diplomáticas

Confronto em águas cubanas

O regime comunista de Cuba declarou nesta quarta-feira (25) que quatro tripulantes de uma lancha proveniente da Flórida, nos Estados Unidos, faleceram após um tiroteio com a Guarda Costeira cubana. Segundo o Ministério do Interior de Cuba (Minint), a embarcação civil não atendeu à ordem de parada e teria iniciado o confronto, disparando contra a unidade policial, que revidou. O incidente teria ocorrido nas proximidades do município de Corralillo.

Feridos e versão oficial

O Minint informou que outras seis pessoas a bordo da lancha ficaram feridas, assim como o comandante da embarcação da Guarda Costeira cubana, que fazia parte de uma patrulha de cinco agentes. As autoridades cubanas asseguraram que todos os feridos receberam atendimento médico. De acordo com a versão oficial, a lancha, com registro na Flórida, adentrou as águas territoriais cubanas, e ao ser abordada pela Guarda Costeira, seus ocupantes teriam aberto fogo contra os agentes, que responderam aos disparos, resultando na morte dos quatro tripulantes.

Contexto de tensão e investigação nos EUA

O episódio ocorre em um momento de acentuada tensão diplomática entre Cuba e os Estados Unidos, com Washington intensificando pressões econômicas sobre a ilha. Incidentes semelhantes, envolvendo embarcações interceptadas na costa norte cubana, já foram relatados pelas autoridades de Havana em anos anteriores. Em resposta ao ocorrido, o procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, anunciou a abertura de uma investigação. Uthmeier determinou que a Procuradoria estadual colabore com autoridades federais e forças de segurança para apurar os fatos, declarando que o governo cubano não é confiável e que medidas serão tomadas para responsabilizar os envolvidos.

Sem identificação das vítimas

Até o momento, o Ministério do Interior de Cuba não divulgou a identidade dos falecidos nem as motivações que levaram a embarcação a ingressar nas águas cubanas. As autoridades americanas ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o incidente, além da iniciativa de investigação anunciada pelo procurador da Flórida.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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