Cratera na Consolação: Prefeito Ricardo Nunes culpa Enel por ‘lentidão’ e promete cobrança após explosão

Prefeito critica demora da Enel em responder após explosão

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, responsabilizou a distribuidora de energia Enel pela cratera que se abriu na Rua da Consolação, região central da capital paulista. Segundo Nunes, a Enel demorou quase 12 horas para enviar uma equipe ao local após a explosão, que ocorreu na noite de domingo (1º). “Se constatado que é a Enel […] eu vou cobrá-los, porque eles são muito lentos”, declarou o prefeito à imprensa nesta segunda-feira (2), classificando a demora como “não é razoável”. A explosão, que abriu um buraco de aproximadamente 15 metros quadrados, quase engoliu um carro em movimento, mas não deixou feridos.

Enel nega responsabilidade e sugere presença de gás

Em resposta às acusações, a Enel descartou envolvimento no incidente, afirmando que a rede elétrica local está intacta e que a explosão não foi causada por seus equipamentos. A companhia informou que detectou a presença de gás no local durante medições, embora a Comgás, responsável pela rede de gás, tenha realizado duas vistorias e não confirmado vazamento. A Enel também relatou que técnicos da empresa haviam inspecionado a área na noite de domingo após chamados sobre aquecimento do piso, mas que o fornecimento de energia na região não foi afetado significativamente, com apenas um cliente sendo atendido por gerador.

Comgás descarta vazamento em sua rede

A Companhia de Gás de São Paulo (Comgás) também se pronunciou sobre o ocorrido, informando que suas inspeções não identificaram vazamentos em sua rede. A empresa afirmou categoricamente que o episódio não tem relação com os serviços prestados pela Comgás, divergindo da hipótese levantada pela Enel.

Impacto no trânsito e transporte público

A explosão e a formação da cratera levaram à interdição de diversas faixas da Rua da Consolação e de vias adjacentes, como a Rua Maceió e a Avenida Angélica, onde uma faixa reversiva foi implementada pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). A interdição afeta 25 linhas de ônibus que operam na região, com previsão de lentidão e necessidade de desvios para motoristas e usuários do transporte público. A Secretaria Municipal das Subprefeituras informou que está acompanhando os trabalhos de apuração e reparo no local.

Fonte: jovempan.com.br

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