Coreia do Norte Anuncia Duplicação da Produção de Armas Nucleares e Pede Expansão “Exponencial” do Arsenal

Aumento Significativo na Capacidade Nuclear

O regime da Coreia do Norte declarou nesta quarta-feira (3) que sua capacidade de produção de material nuclear destinado a armas foi “mais que dobrada” nos últimos cinco anos. A informação foi divulgada pela agência estatal norte-coreana KCNA, citando o líder Kim Jong-un durante uma visita a uma nova instalação nuclear recém-operacionalizada.

Prioridade: Expansão Acelerada do Arsenal

Durante a visita, Kim Jong-un enfatizou a necessidade de uma expansão “exponencial” do arsenal atômico do país, classificando o fortalecimento das forças nucleares como a principal prioridade de Pyongyang. Segundo a KCNA, o ditador justificou a urgência com base nas “ameaças existentes, que se agravam a cada instante, as ameaças potenciais e as crises imprevisíveis de longo prazo”. Ele declarou que é um dever “continuar ampliando e fortalecendo as forças nucleares estatais, eixo central da estratégia para dissuadir e combater uma guerra, e exercer plenamente a posição de Estado com armas nucleares”. A localização da instalação visitada não foi revelada.

Contexto e Tensão Internacional

Esta declaração ocorre em um momento em que a Coreia do Norte busca consolidar seu status como potência nuclear. Em fevereiro, durante um congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia, Kim Jong-un já havia reiterado a “vontade firme e inabalável” do país em “fortalecer e ampliar ainda mais as forças nucleares do Estado”. O programa nuclear norte-coreano, alvo de sanções internacionais há anos, continua sendo um dos principais focos de tensão na Península Coreana. Relatos indicam que a Coreia do Norte possui instalações de enriquecimento de urânio em Yongbyon, Kangson e Kusong.

Histórico de Declarações Nucleares

A Coreia do Norte tem consistentemente defendido seu programa nuclear como um meio de autodefesa contra o que considera ameaças externas, especialmente dos Estados Unidos e da Coreia do Sul. As frequentes demonstrações de força e as declarações sobre o avanço de seu arsenal nuclear são monitoradas de perto pela comunidade internacional, que busca a desnuclearização da península através de negociações e sanções.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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