Contrato revela que Eduardo Bolsonaro tinha controle financeiro sobre filme ‘Dark Horse’

Eduardo Bolsonaro com poder sobre finanças de filme biográfico

Um contrato assinado em novembro de 2023 pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) indica que ele possuía responsabilidades e controle sobre a gestão financeira do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. As informações foram divulgadas pelo site Intercept Brasil, que também teve acesso a diálogos do ex-deputado com o empresário Thiago Miranda, sócio do Portal Leo Dias, e o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. As conversas ocorreram em março de 2025, mesmo período em que Eduardo anunciou licença do mandato para atuar nos Estados Unidos.

Diálogos revelam estratégias para movimentação de recursos

Nas mensagens trocadas, Eduardo Bolsonaro discute a logística para a transferência de recursos, sugerindo que o ideal seria que os fundos já estivessem nos EUA. Ele expressa preocupação com a possibilidade de remessas de empresas brasileiras para os EUA sem um “grande orçamento”, o que poderia ser “problemático” e demandar cerca de seis meses para ser concluído. Como solução, propõe enviar o máximo possível dentro do sistema atual, com o remetente existente, para otimizar o processo.

Documento aponta Eduardo como financiador do projeto

Um outro documento, datado de fevereiro de 2024, qualifica Eduardo Bolsonaro como financiador do filme e autoriza o uso de recursos que ele venha a investir no projeto. Embora não haja confirmação da assinatura deste segundo documento, ele reforça a tese de envolvimento financeiro do ex-deputado.

Eduardo Bolsonaro nega recebimento de recursos e critica reportagem

Em sua defesa, Eduardo Bolsonaro negou veementemente ter recebido quaisquer recursos de Daniel Vorcaro, através de um fundo sediado no Texas, EUA, controlado por seus aliados. Em publicações nas redes sociais, o ex-parlamentar classificou a notícia como “tosca” e uma “tentativa de assassinato de reputação”. Ele compartilhou uma reportagem da Folha de S.Paulo que menciona suspeitas da Polícia Federal sobre o uso de recursos ligados ao banqueiro para cobrir despesas de Eduardo nos EUA. Ele esclareceu que o escritório de advocacia de Paulo Calixto, seu advogado, cuida da gestão burocrática, financeira e legal dos recursos do projeto cinematográfico, e que ele próprio apresentou o advogado ao produtor executivo do filme, Mário Frias.

Fonte: jovempan.com.br

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