Queda no Custo das Baterias e Avanços Industriais Impulsionam Elétricos
Em declarações recentes em Estocolmo, o CEO da Volvo, Håkan Samuelsson, projetou que os veículos elétricos superarão os modelos a combustão em termos de custo dentro dos próximos cinco anos. Essa previsão é embasada na rápida redução do preço das baterias e no desenvolvimento de novas soluções industriais que aprimoram a margem de lucro dos elétricos. Apesar de os veículos elétricos ainda apresentarem um custo inicial mais elevado em muitos mercados, Samuelsson acredita que essa diferença é temporária.
Volvo Já Obtém Lucro com Carros Elétricos
Contrariando a tendência de outras montadoras que ainda enfrentam prejuízos em suas operações de veículos elétricos, a Volvo já reporta rentabilidade em seu portfólio eletrificado. Embora as margens ainda sejam inferiores às dos modelos a combustão, elas são positivas. Samuelsson enfatizou que a empresa não vende elétricos com prejuízo como estratégia de mercado, mas sim como parte integrante do volume total de vendas e da lucratividade geral da companhia.
Nova Arquitetura e Células LFP Reduzem Custos de Produção
O desenvolvimento do EX60, com previsão de chegada ao Brasil em 2026, exemplifica a estratégia da Volvo para alcançar a paridade de custos. O modelo integra a bateria à carroceria, utiliza peças fundidas de grande porte e motores desenvolvidos internamente, simplificando a montagem e reduzindo a necessidade de materiais. A adoção de células de bateria LFP, que utilizam matérias-primas mais acessíveis, também contribui significativamente para a redução de custos. O CEO relativiza o impacto imediato das baterias de estado sólido, destacando que os avanços na tecnologia de íon-lítio, combinados com o aumento da escala de produção, já são suficientes para reequilibrar os custos.
Adaptação da Estratégia e Perspectivas de Mercado
Embora a Volvo tenha inicialmente estabelecido a meta de se tornar uma marca 100% elétrica até 2030, o objetivo foi flexibilizado para considerar as diferenças regionais, o ritmo de implantação de infraestrutura e as condições reais do mercado. O foco agora reside na viabilidade econômica da operação. Samuelsson também observou que o mercado norte-americano demonstra maior receptividade a modelos elétricos e híbridos plug-in, devido ao padrão de uso e ao interesse dos consumidores por novas tecnologias. A trajetória de redução de custos sugere que a previsão de paridade de preços em cinco anos pode refletir uma nova realidade para a indústria automotiva.
Fonte: quatrorodas.abril.com.br
