O ‘envelhecimento’ das GPUs e a valorização inesperada
A NVIDIA, gigante do mercado de semicondutores, tem focado sua produção em unidades de processamento gráfico (GPUs) para data centers de inteligência artificial (IA). Essa estratégia, que impulsionou a empresa a se tornar uma das mais valiosas do mundo, também gerou uma demanda insaciável e, consequentemente, uma disparada nos preços, afetando inclusive modelos de GPUs mais antigos.
Jensen Huang, CEO da NVIDIA, comentou sobre esse fenômeno com os acionistas, comparando as GPUs mais antigas a um “vinho fino”. Tradicionalmente, o termo na indústria de hardware se refere a componentes que envelhecem bem, mantendo sua performance ao longo dos anos com bom suporte de drivers. No entanto, a fala de Huang parece ter um viés mais direcionado ao aumento de preços, que não para de crescer.
Crise afeta o mercado corporativo e de games
A CoreWeave, empresa de computação em nuvem, relatou que o preço médio de GPUs de ponta como A100, H100 e H200 tem aumentado trimestralmente. A escassez desses chips é tão crítica que coloca em risco a operação de empresas do setor, uma vez que a NVIDIA e suas parceiras de fabricação, como a TSMC, não conseguem suprir a demanda global.
O futuro incerto para os gamers e novos lançamentos
A crise de escassez não se limita ao mercado corporativo. Para os jogadores de PC, a situação a curto prazo também é preocupante. Rumores recentes indicam o cancelamento de supostas placas GeForce RTX 50 SUPER, possivelmente devido à falta de memória. A RTX 5070 Ti, que utiliza 16 GB de VRAM, também estaria sob ameaça de cancelamento na produção.
Diante desse cenário, a próxima geração de GPUs para games, as RTX 60, pode ter seu lançamento adiado para além do ciclo de produção usual, com projeções apontando para 2027. Para mitigar a falta de opções no mercado, a NVIDIA estaria considerando até mesmo o retorno da produção da RTX 3060 com 12 GB de VRAM.
Fonte: canaltech.com.br
