CEO da Enel ironiza apagões em SP: ‘Só Jesus Cristo resolveria’ e detalha desafios da rede aérea

Rede aérea de São Paulo dificulta prevenção de apagões

Em um evento voltado para o mercado financeiro em Milão, o CEO do grupo Enel, Flavio Cattaneo, utilizou uma metáfora para descrever a complexidade dos recorrentes apagões em São Paulo. Segundo ele, apenas uma intervenção divina, como a de “Jesus Cristo”, seria capaz de solucionar o problema, dada a natureza da infraestrutura elétrica da cidade. Cattaneo explicou que a maior parte da rede de distribuição em São Paulo é aérea, o que a torna particularmente vulnerável a fatores como chuva intensa e a proximidade com árvores, elementos que frequentemente causam interrupções no fornecimento de energia.

Proposta de aterramento de cabos e investimentos futuros

Apesar da declaração, Cattaneo demonstrou abertura para discutir soluções mais estruturais, como o aterramento dos cabos elétricos. No entanto, ele ressaltou que tal medida demandaria um considerável investimento financeiro e aprovações complexas, o que poderia estender o cronograma de implementação. O CEO também mencionou que a empresa já conseguiu otimizar em 50% os processos de liberação e aprovação interna, indicando um esforço para agilizar suas operações.

Plano de investimentos globais da Enel

O grupo Enel anunciou planos ambiciosos de investimento para o período de 2026 a 2028, totalizando cerca de 53 bilhões de euros (aproximadamente 63 bilhões de dólares). Desse montante, metade será direcionada para a modernização e expansão das redes elétricas, enquanto cerca de 38% serão alocados ao desenvolvimento de energias renováveis. Este plano representa um aumento em relação à estratégia anterior, que previa investimentos de 43 bilhões de euros, com maior foco em redes elétricas e um percentual menor em energia verde.

Expansão em energias renováveis e IA

A Enel também manifestou interesse em adquirir ativos de energia renovável nos Estados Unidos, impulsionada pela expectativa de aumento na demanda por energia na América do Norte, em decorrência do avanço da inteligência artificial (IA). A estratégia de fusões e aquisições da empresa se concentrará em ativos já existentes ou com projetos aprovados. Paralelamente, a companhia projeta um impacto negativo no lucro líquido entre 300 a 400 milhões de euros anualmente entre 2026 e 2028, mas espera um crescimento no lucro por ação, que deve atingir entre 0,80 e 0,82 euros em 2028.

Fonte: jovempan.com.br

By admin

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *