Um ano de esperança ao telefone
A Caritas Lituânia celebra o primeiro aniversário do projeto “Caritas Escuta”, uma linha telefônica gratuita que se tornou um farol de esperança para idosos em situação de solidão. Em seus primeiros 12 meses, a iniciativa registrou mais de 67 mil minutos de conversas, respondendo a um chamado global do Papa Francisco sobre o abandono da população mais velha.
O que é o “Caritas Escuta”?
O “Caritas Escuta” é um serviço de apoio emocional por telefone, conduzido por voluntários cuidadosamente selecionados e treinados. Voltado para adultos com mais de 60 anos na Lituânia, o projeto foca em oferecer um ouvido atento e compassivo, combatendo o isolamento social e o sentimento de abandono, sem, contudo, substituir serviços médicos ou de assistência financeira.
Voluntários dedicados e preparados
O projeto conta com uma equipe de 86 voluntários, que passam por um rigoroso processo de seleção, incluindo avaliações psicológicas. Eles recebem treinamento especializado em escuta ativa e comunicação empática, preparando-os para lidar com conversas delicadas sobre temas como luto e desesperança. A supervisão constante garante o bem-estar mental dos voluntários, prevenindo o esgotamento.
A raiz da solidão na Europa Oriental
A solidão entre os idosos na Europa Oriental é um fenômeno complexo, agravado pela queda na taxa de natalidade, pelo aumento da expectativa de vida e pela emigração de jovens em busca de oportunidades no Ocidente. Diante desse cenário, a Igreja Católica identificou a necessidade de um cuidado pastoral que abordasse não apenas as carências materiais, mas também a crise espiritual e mental decorrente do isolamento.
Um modelo para o mundo
A experiência bem-sucedida do “Caritas Escuta” na Lituânia serve como um modelo inspirador para outras divisões da Caritas e organizações sociais ao redor do globo. A iniciativa demonstra que, em face do envelhecimento populacional, a presença humana e a escuta ativa são ferramentas poderosas e acessíveis para restaurar a dignidade daqueles que muitas vezes se sentem esquecidos pela sociedade.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br