A Palavra Certa: Caranguejo
Você já se perguntou se o correto é “caranguejo” ou “carangueijo”? A resposta, de acordo com a norma culta da Língua Portuguesa, é clara: a única forma aceita e registrada nos dicionários, incluindo o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), é caranguejo, sem o “i” intermediário.
O VOLP lista diversas espécies desse crustáceo, como o caranguejo-do-mangue, caranguejo-da-terra e caranguejo-felpudo, mas em nenhuma delas aparece a grafia com “i”.
O Fenômeno da Epêntese: Por Que o “i” Aparece?
A inserção do “i” na pronúncia de “caranguejo” é um fenômeno linguístico conhecido como epêntese. Esse processo ocorre quando uma vogal ou consoante é adicionada no meio de uma palavra para facilitar sua pronúncia.
Exemplos cotidianos dessa alteração fonética incluem a pronúncia de “pneu” como “pineu” ou “peneu”, e de “advogado” como “adevogado” ou “adivogado”. No caso do caranguejo, o “i” surge como uma tentativa de tornar a palavra mais fluida ao ser falada.
Caranguejo na Prática: Exemplos de Uso Correto
Para fixar a grafia correta, confira alguns exemplos de frases utilizando “caranguejo”:
- As crianças ficaram encantadas ao avistar um caranguejo na praia.
- É importante saber que nem todo caranguejo é comestível; alguns são venenosos.
- O caranguejo é um fruto do mar muito apreciado na culinária brasileira.
- Pesquisas recentes indicam que caranguejos são seres sencientes e capazes de sentir dor.
Conclusão
Portanto, ao escrever ou falar sobre o crustáceo de cinco pares de patas que caminha de lado, lembre-se: a forma correta é caranguejo. A epêntese explica a variação informal, mas a norma culta exige a grafia sem o “i”.
Fonte: guiadoestudante.abril.com.br
