Câmara vota nesta quarta-feira pressão sobre PF por falha que paralisa mercado legal de armas para CACs

Comissão de Segurança Pública da Câmara analisa requerimento que busca solução para impasse criado após mudança de atribuição do Exército para a PF.

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados vota nesta quarta-feira (data não especificada na fonte) um requerimento que pressiona o Ministério da Justiça e a Polícia Federal (PF) a criarem um sistema para a transferência de armas de fogo entre Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs). A iniciativa, proposta pelo deputado Rodrigo da Zaeli (PL-MT), visa resolver a paralisação que afeta o mercado legal de armas no país desde 2023.

Mudança de responsabilidade e ausência de sistema geram insegurança jurídica

Desde a publicação do Decreto nº 11.615/2023, as competências relacionadas aos CACs foram transferidas do Exército Brasileiro para a Polícia Federal. Contudo, segundo o deputado Zaeli, a PF não implementou um sistema funcional que permita a transferência de armas entre os colecionadores registrados, uma prática legal e historicamente regulamentada quando a responsabilidade era do Exército. Essa omissão tem levado à paralisação de negócios jurídicos lícitos, com solicitações enviadas por e-mail às superintendências regionais da PF não recebendo resposta. Proprietários registrados vivem em insegurança jurídica, e o tiro desportivo, que movimenta federações e competições, acumula prejuízos.

Deputado exige ações concretas e cronograma de regularização

Em sua indicação protocolada em 3 de março, Rodrigo da Zaeli exige respostas concretas do governo, incluindo a implementação imediata de um sistema informatizado, a edição de uma norma provisória enquanto o sistema definitivo não é finalizado, a resposta formal de todas as superintendências regionais às solicitações pendentes e a apresentação de um cronograma público para a regularização da situação. O deputado argumenta que a omissão da PF viola princípios constitucionais como a eficiência administrativa, a segurança jurídica e a continuidade do serviço público, classificando a questão como continuidade administrativa e não como uma inovação normativa.

Setor de tiro desportivo e comércio de armas aguardam soluções urgentes

A falta de um sistema eficiente para a transferência de armas entre CACs impacta diretamente o setor do tiro desportivo, que envolve diversas federações e competições em todo o Brasil. Além disso, a insegurança jurídica afeta proprietários de armas que desejam realizar transações legais, mas se deparam com a ausência de procedimentos claros e funcionais por parte da Polícia Federal. A expectativa é que a votação na Comissão de Segurança Pública da Câmara gere uma resposta efetiva para a regularização do mercado e a garantia dos direitos dos CACs.

Fonte: jovempan.com.br

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