Brasil e EUA Iniciam Diálogo Comercial Pós-Encontro Presidencial: Foco em Tarifas e Disputas

Primeira Rodada de Conversas Após Cúpula na Casa Branca

O cenário comercial entre Brasil e Estados Unidos ganhou novo impulso com a realização da primeira reunião oficial entre representantes dos dois países, logo após o encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump em maio. Jamieson Greer, representante de Comércio dos EUA, confirmou o diálogo virtual com Márcio Fernando Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do Brasil, para dar continuidade às discussões iniciadas na Casa Branca.

Foco em Questões Comerciais e Tarifas

A pauta principal dessas conversas, conforme antecipado pelo próprio Donald Trump após a cúpula com Lula, inclui temas como comércio e, especificamente, a revisão de tarifas. Greer expressou satisfação com o “engajamento construtivo do Brasil” e manifestou expectativa pela continuidade dos debates para avançar em pontos considerados chave para ambas as nações.

Agenda Econômica Bilateral em Debate

Paralelamente, o ministro da Fazenda do Brasil, Dario Durigan, também esteve em Paris para reuniões à margem do G7. Durigan encontrou-se com Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA, onde discutiram a agenda econômica bilateral, os impactos do conflito no Estreito de Ormuz e as medidas conjuntas adotadas. O objetivo é dar seguimento à agenda estabelecida pelos chefes de Estado e fortalecer as tratativas comerciais.

Apaziguamento de Tensões e Investigação Americana

O governo brasileiro busca, com essas negociações, apaziguar as recentes tensões comerciais com Washington. No ano passado, os EUA iniciaram uma investigação sobre práticas comerciais brasileiras, levantando questões como a venda de produtos piratas e o sistema de pagamentos instantâneos Pix, que a Casa Branca alegou poder prejudicar empresas americanas. Além disso, os EUA haviam imposto tarifas de 50% sobre importações brasileiras, suspensas em parte devido à inflação de alimentos nos EUA e a decisões judiciais americanas.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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