Tensões se agravam com bombardeios em províncias iranianas
Forças americanas e israelenses realizaram um ataque com mísseis a quatro instalações de armazenamento de petróleo nas províncias iranianas de Teerã e Alborz. O bombardeio, ocorrido na manhã deste domingo (8), intensifica as preocupações sobre a segurança energética global, em meio a um cenário já instável devido ao conflito em curso.
Irã alerta para colapso no fornecimento de petróleo
Em meio à escalada de hostilidades, o presidente do Parlamento do Irã, Mohamad Baqer Qalibaf, alertou que a continuidade da guerra pode levar à interrupção total da produção e comercialização de petróleo. “Se a guerra continuar assim, não haverá como vender petróleo nem capacidade para produzi-lo”, declarou Qalibaf, criticando a postura do presidente americano Donald Trump em relação às flutuações dos preços. Ele também ressaltou que os conflitos prejudicam os interesses não apenas dos Estados Unidos, mas também dos países da região e do mundo.
Estreito de Ormuz e ataques a aliados dos EUA aumentam a tensão
A situação se agrava com a recente interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do petróleo consumido mundialmente. Além disso, o Irã já havia realizado ataques a instalações energéticas em Israel, Arábia Saudita e Catar, todos aliados estratégicos dos Estados Unidos, elevando ainda mais o nível de tensão na região.
Mercado de petróleo em alerta e impactos ambientais
Desde o início do conflito, o preço do petróleo Brent, referência global, registrou um aumento de quase 30%, passando de US$ 72,48 para US$ 92,69 por barril em poucas semanas. Essa elevação tem gerado pressões econômicas em diversos setores. Adicionalmente, os ataques às instalações petrolíferas no Irã provocaram a formação de nuvens tóxicas sobre Teerã, levando organizações ambientais a recomendar que os cidadãos evitem sair às ruas. Em resposta, o governo interino anunciou um racionamento de gasolina, limitando o consumo a 20 litros por pessoa/dia até que a situação se normalize.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
