Anvisa Libera Produção e Venda de Produtos Ypê Após Suspensão por Riscos de Contaminação

Retomada Imediata das Atividades

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta sexta-feira (29) a retomada da produção e comercialização dos produtos da marca Ypê que haviam sido suspensos devido a riscos de contaminação. A decisão, anunciada pelo presidente da Anvisa, Leandro Safatle, e pelo diretor Daniel Pereira, permite que a Química Amparo, fabricante dos produtos Ypê, reinicie suas atividades imediatamente.

Produtos Específicos e Lotes em Observação

A autorização abrange também a comercialização e o uso de produtos como Lava-Roupas Líquido, Lava-Louças Líquido e Desinfetantes identificados pelo final de lote “1” e fabricados a partir de 1º de abril de 2026. No entanto, a Anvisa reforça que a suspensão do comércio, distribuição e uso de detergentes lava-louças líquidos, sabões líquidos para roupas e desinfetantes da Ypê com lotes de numeração final 1 e fabricados até 31 de março de 2026, conforme Resolução 1.834/2026, permanece em vigor. Esses itens devem ser armazenados em local seguro e não descartados, aguardando liberação mediante apresentação de laudos de laboratórios credenciados pela Anvisa.

Fiscalização e Adequações Corretivas

A liberação ocorreu após uma reinspeção conjunta realizada pela Anvisa em parceria com o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo (CVS-SP), o Grupo de Vigilância Sanitária Campinas (GVS) e a Vigilância Sanitária de Amparo (Visa-Amparo). A fiscalização, que começou na quinta-feira (28) e terminou na sexta, constatou a adequação das principais ações corretivas implementadas pela Ypê desde a suspensão de duas linhas de produção da fábrica de Amparo (SP), determinada em 7 de maio pela própria Anvisa. A empresa apresentou um plano de ação para atender aos 76 requisitos sanitários identificados em uma inspeção anterior, realizada em abril deste ano.

Relembre o Caso e os Riscos Identificados

A suspensão inicial, determinada em 7 de maio, afetou detergentes, sabões líquidos para roupas e desinfetantes cujos lotes terminavam com o número 1. A medida foi tomada após a identificação de descumprimento de normas de Boas Práticas de Fabricação durante uma inspeção conjunta. Falhas nos processos de produção e no controle de qualidade foram apontadas, indicando risco à segurança dos produtos pela possibilidade de contaminação microbiológica, ou seja, a presença de microrganismos patogênicos que podem causar doenças.

Fonte: jovempan.com.br

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