Aliados Europeus e Japão Pedem Fim do Bloqueio de Ormuz Após Pressão de Trump; OMC Alerta Sobre Impacto Global

Aliados se unem em repúdio a ações iranianas no Estreito de Ormuz

Em uma demonstração de unidade após críticas do presidente Donald Trump, cinco nações europeias – Reino Unido, Alemanha, França, Itália e Holanda – juntamente com o Japão, emitiram uma declaração conjunta exigindo que o Irã encerre imediatamente seus ataques a navios e infraestrutura, bem como o fim do bloqueio do estratégico Estreito de Ormuz. A posição conjunta, divulgada nesta quinta-feira (19), condena “nos termos mais fortes” as ações iranianas, classificadas como violação da Resolução 2817 do Conselho de Segurança da ONU.

Prontidão para garantir passagem segura, mas sem detalhes sobre coalizão

Os países signatários expressaram sua disposição em “contribuir com os esforços apropriados” para assegurar a passagem segura pelo Estreito de Ormuz. No entanto, a declaração não forneceu detalhes específicos sobre como essa contribuição se daria nem abordou diretamente o pedido dos Estados Unidos para integrar uma coalizão naval destinada a escoltar navios mercantes na rota. “A segurança marítima e a liberdade de navegação beneficiam todos os países”, ressaltaram, apelando para que “todos os países respeitem o direito internacional”. Nem os EUA nem Israel foram mencionados nominalmente no pronunciamento.

OMC alerta para efeitos em cadeia na economia global

Paralelamente à declaração diplomática, a Organização Mundial do Comércio (OMC) divulgou um alerta sobre as graves consequências do bloqueio do Estreito de Ormuz para o comércio global, com foco especial nas importações de alimentos e fertilizantes. Segundo a OMC, o fechamento da rota impacta significativamente a agricultura e a segurança alimentar em diversas nações.

Impacto em fertilizantes e segurança alimentar

O economista-chefe da OMC, Robert Staiger, destacou que cerca de 20% do petróleo mundial e 30% dos fertilizantes passam pelo Estreito de Ormuz. A interrupção desse fluxo afeta diretamente grandes produtores agrícolas, como Índia, Tailândia e Brasil, que dependem dessa via para uma parcela considerável de suas importações de ureia. A organização enfatiza que o cenário representa um risco substancial para os importadores de alimentos e para a estabilidade da segurança alimentar em escala global.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

By admin

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *