Sistema Desativado Após Múltiplos Alertas Invasivos
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional tomou a medida drástica de desativar a plataforma Defesa Civil Alerta na madrugada de sábado (20/06), após a emissão indevida de dez alertas para celulares em diversas regiões do país. A Polícia Federal já foi acionada para investigar a origem desses disparos não autorizados, que causaram preocupação e confusão entre os cidadãos.
Origem e Conteúdo das Mensagens Sob Investigação
De acordo com o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, os envios ocorreram entre a sexta-feira (19/06) e o sábado (20/06). O sistema registrou nove emissões pela tecnologia Cell Broadcast, que exibe alertas sobrepostos na tela de dispositivos em redes 4G e 5G com base na localização das antenas, e uma por SMS, que utiliza uma lista de números previamente cadastrados. As mensagens, que dispararam avisos sonoros, continham o termo “misantropi4”. O primeiro alerta teria partido de Curitiba, no Paraná, utilizando um cadastro irregular no sistema.
Alcance Massivo e Indícios de Crime Cibernético
Os alertas falsos atingiram aparelhos em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Mato Grosso do Sul, Acre, Paraná e no Distrito Federal, alcançando milhões de pessoas devido ao amplo alcance da tecnologia Cell Broadcast. As autoridades suspeitam de um crime cibernético e de uma invasão realizada por indivíduos sem acesso legítimo à plataforma. As contas utilizadas nos disparos já foram bloqueadas pela equipe de TI do ministério.
Reativação do Sistema Pendente de Revisão de Segurança
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) já se pronunciou, confirmando que os alertas não partiram das autoridades responsáveis e orientando a população a desconsiderá-los. O retorno do sistema de alertas da Defesa Civil está condicionado à conclusão da troca de credenciais e a uma revisão completa dos mecanismos de acesso à plataforma. No momento, não há previsão para a reativação do serviço, que é essencial para a comunicação de emergências.
Fonte: canaltech.com.br
