Agronegócio como exemplo de modernização
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, avaliou que a mudança na escala de trabalho 6×1 é um processo natural no Brasil, acompanhando o avanço tecnológico e a modernização dos setores produtivos em diversas partes do mundo. Segundo ele, a jornada de trabalho atual de 44 horas tende a ser revista gradualmente, impulsionada pelo aumento da produtividade.
Durante uma coletiva de imprensa na Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), Alckmin destacou o agronegócio como um exemplo claro dessa transformação. Ele relembrou que, no passado, o corte de cana-de-açúcar na região era realizado manualmente e exigia a queima da lavoura, gerando poluição. Atualmente, com a proibição dessa prática e a mecanização da colheita, o cenário mudou drasticamente, permitindo a colheita de cana crua.
Qualificação profissional e novas funções
A substituição da atividade manual por máquinas, segundo o vice-presidente, alterou o perfil dos trabalhadores no campo. “Não temos mais cortador de cana. Temos tecnólogo e especialista em agricultura de precisão”, afirmou. Alckmin ressaltou que a inovação tecnológica possibilita produzir mais com menos mão de obra, o que demanda maior qualificação profissional e novas funções no setor. Essa dinâmica, para ele, abre caminho para a redução da escala semanal de trabalho, um tema ainda sensível no agronegócio.
Debate e equilíbrio para diferentes setores
Apesar da tendência de redução da jornada, Alckmin enfatizou a necessidade de respeitar as particularidades de cada segmento econômico. Ele observou que muitos setores já operam com jornadas de 40 horas semanais, enquanto outros ainda requerem adaptações específicas para se adequar a novas escalas.
Papel do Congresso Nacional
O vice-presidente defendeu que o tema seja amplamente debatido no Congresso Nacional, que é o órgão responsável por construir uma solução equilibrada e que contemple as diversas realidades do mercado de trabalho brasileiro. “A tendência é nós sairmos da escala 6 por 1, mas há setores com especificidades. Cabe ao Congresso debater e buscar a melhor solução”, declarou Alckmin.
Fonte: jovempan.com.br
