Canadá Investe Meio Trilhão em Defesa: Estratégia Nacional Reduz Dependência dos EUA e Impulsiona Indústria Local

Nova Estratégia Industrial de Defesa Promete Autonomia

O governo canadense lançou nesta terça-feira (16) a sua primeira Estratégia Industrial de Defesa, um plano abrangente com o objetivo de diminuir a dependência de fornecedores estrangeiros, especialmente dos Estados Unidos, e fomentar a produção nacional no setor de defesa. A iniciativa, liderada pelo primeiro-ministro Mark Carney, prevê um investimento de mais de meio trilhão de dólares canadenses ao longo da próxima década, em resposta a um cenário global de crescente instabilidade.

Investimentos e Oportunidades para o Setor Privado

A estratégia prioriza a utilização de fornecedores e materiais canadenses, com a meta de destinar 70% das aquisições de defesa a empresas locais. O plano deverá gerar oportunidades de compras militares avaliadas em cerca de US$ 180 bilhões e investimentos de capital em Defesa de US$ 290 bilhões nos próximos dez anos. O impacto econômico estimado até 2035 é de US$ 125 bilhões, com a projeção de criação de até 125 mil empregos e um aumento de 50% nas exportações do setor.

Agência de Investimento em Defesa para Agilizar Processos

Para concretizar esses objetivos, será criada a Agência de Investimento em Defesa (DIA), encarregada de simplificar os processos de aquisição e reduzir a burocracia. Além disso, US$ 4 bilhões serão destinados, através do banco de desenvolvimento, para financiar empresas do setor, e US$ 656,9 milhões serão alocados para o desenvolvimento de tecnologias de uso dual (civil e militar). Um polo de inovação focado em drones também faz parte dos planos.

Aumento dos Gastos com Defesa e Segurança Nacional

O ministro da Defesa, David McGuinty, destacou a necessidade de garantir o “acesso seguro, oportuno e confiável” às capacidades militares. O Canadá reforça seu compromisso de elevar os gastos com defesa para 2% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano fiscal, com a meta de alcançar 5% até 2035. A nova estratégia visa, portanto, não apenas fortalecer a capacidade militar do país, mas também consolidar sua autonomia estratégica e impulsionar sua economia interna.

Fonte: jovempan.com.br

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