Vaticano se distancia de iniciativa americana para paz em Gaza
O Vaticano anunciou que não participará do Conselho de Paz proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o objetivo de implementar um plano de paz para a Faixa de Gaza. A decisão foi confirmada pelo cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, que explicou que a Santa Sé recusou o convite devido à “natureza particular” da iniciativa, que difere da de outros Estados. Embora o Vaticano tenha recebido o convite em janeiro e o estivesse avaliando, Parolin ressaltou que há “pontos que nos deixam um tanto perplexos” e “pontos críticos que precisam ser esclarecidos”. Apesar de reconhecer o esforço em buscar uma solução, o Vaticano considera que “questões que precisam ser resolvidas” impedem sua participação plena.
México adota postura de observador e critica exclusão de partes envolvidas
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, também confirmou que o país enviará seu embaixador nas Nações Unidas para participar do Conselho de Paz apenas como observador. A decisão se baseia na necessidade de incluir todas as partes interessadas em processos de paz no Oriente Médio. Sheinbaum enfatizou a importância da participação de Israel e da Palestina, visto que o México reconhece a Palestina como um Estado, e a estrutura atual da reunião não contempla essa inclusão. A política externa mexicana, historicamente pautada pela solução pacífica de controvérsias e pelo respeito ao direito internacional, guiou essa posição.
Conselho de Paz reunirá mais de 30 países com foco no conflito Israel-Hamas
O Conselho de Paz, idealizado por Trump para mediar conflitos globais, visa supervisionar a implementação de seu plano de 20 pontos para encerrar a guerra entre Israel e o Hamas. A primeira reunião está agendada para esta quinta-feira em Washington e contará com a presença de pelo menos 35 chefes de Estado e de governo. A maior parte dos países participantes é do Oriente Médio e da Ásia Ocidental, seguida por nações da Ásia Central e Sudeste Asiático. Da América Latina, Argentina, El Salvador e Paraguai confirmaram presença. Cinco países europeus farão parte do conselho, enquanto França, Espanha e Suécia recusaram o convite. A Itália, por sua vez, decidiu participar como observadora, considerando a proposta dos EUA como a única alternativa viável no momento.
Itália defende participação e vê ausência como “politicamente incompreensível”
O chanceler italiano, Antonio Tajani, defendeu a participação da Itália no Conselho de Paz, classificando uma eventual ausência como “politicamente incompreensível”. Tajani argumentou que não existem alternativas viáveis à proposta apresentada pelos Estados Unidos para a resolução do conflito. Apesar da participação confirmada, os detalhes sobre quem chefiará a delegação italiana na reunião de quinta-feira ainda não foram especificados.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
