Musk comenta contagem de votos no Peru
O empresário Elon Musk, conhecido por ser o dono do X (antigo Twitter) e CEO da Tesla e SpaceX, gerou polêmica nesta segunda-feira (8) ao ironizar a apuração de votos no Peru. Em meio a uma eleição presidencial extremamente disputada entre a conservadora Keiko Fujimori e o esquerdista Pedro Castillo, Musk comentou uma postagem que destacava a contagem manual de mais de 90% dos votos em poucas horas.
“Isso acontece porque fraudes em larga escala levam tempo”, escreveu Musk, sugerindo que a agilidade na contagem poderia indicar irregularidades. A declaração do bilionário ecoa preocupações sobre a segurança e a transparência dos processos eleitorais, um tema que ele já abordou em outros contextos, como nas eleições dos Estados Unidos.
Eleição peruana segue indefinida
A disputa presidencial no Peru está em aberto, com os candidatos em disputa acirrada. De acordo com os dados mais recentes do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), com 94,785% das urnas apuradas, Pedro Castillo lidera com 50,08% dos votos, enquanto Keiko Fujimori aparece com 49,9%. A diferença atual é de apenas 30.612 votos.
A situação se torna ainda mais complexa com a contagem dos votos no exterior, que está apenas no início. Até o momento, apenas 5,6% das atas vindas de outros países foram computadas, e nesse recorte, Fujimori está à frente com 56,7% dos votos, contra 43,2% de Castillo. A incerteza sobre o resultado final é grande, e a proclamação oficial pode levar dias ou até semanas, dependendo da análise de atas pendentes e da conclusão da votação no exterior.
Paralelo com os EUA e debate sobre segurança eleitoral
A manifestação de Elon Musk no Peru não ocorreu de forma isolada. Ele utilizou o cenário peruano para fazer um paralelo com as eleições nos Estados Unidos, onde tem defendido mudanças nas regras eleitorais. Musk afirma que as futuras eleições americanas podem ser alvo de fraudes caso não haja exigência de documentos oficiais para a identificação dos eleitores.
Essa posição do bilionário vem poucos dias após o Senado dos EUA rejeitar o projeto de lei “SAVE America Act”, que visava exigir comprovação documental de cidadania e identificação com foto para votar. O projeto, apoiado por republicanos, era visto como uma medida de segurança eleitoral, enquanto críticos democratas argumentavam que poderia dificultar o acesso de eleitores sem os documentos necessários. As eleições no Peru também foram marcadas por denúncias de fraude e adulteração de cédulas, segundo a imprensa local, o que intensifica o debate sobre a integridade dos processos democráticos em diferentes partes do mundo.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
