Decisão sobre Suspeição
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, indeferiu um pedido apresentado por quatro senadores que buscavam declarar a suspeição do ministro Kassio Nunes Marques. A solicitação visava impedir que Nunes Marques analisasse um mandado de segurança que questiona a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master. A decisão foi divulgada na quarta-feira (3).
Argumentos dos Senadores
Os senadores Eduardo Girão (Novo-CE), Alessandro Vieira (MDB-SE), Marcos Pontes (PL-SP) e Plínio Valério (PSDB-AM) fundamentaram o pedido de suspeição na alegação de que o ministro Kassio Nunes Marques possuiria uma relação de amizade com o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que seria um dos investigados no âmbito da CPI. Os parlamentares também argumentaram que o ministro teria “interesse direto” no desdobramento do caso.
Fundamentação da Rejeição por Fachin
Em sua decisão, o ministro Fachin rejeitou o pedido de suspeição e enfatizou que a questão deveria ter sido levantada em um prazo específico, cinco dias após a designação do relator do caso. Fachin ressaltou que o mandado de segurança em questão foi distribuído por sorteio em 26 de março de 2026, mas a arguição de suspeição só foi protocolada no STF em 12 de maio de 2026, ultrapassando o prazo regimental de 31 de março de 2026.
Contexto da CPI do Banco Master
A polêmica em torno da CPI do Banco Master se intensifica com a alegada omissão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em ler o requerimento para a instalação da comissão. O pedido, protocolado em 26 de novembro de 2026, conta com 53 assinaturas, excedendo o mínimo de 27 apoios necessários para a criação da CPI, o que equivale a um terço dos 81 senadores.
Fonte: jovempan.com.br
