Brasil Reage a Tarifas Americanas
O governo brasileiro manifestou repúdio à decisão do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) de impor tarifas ao país, sob a alegação de uso de trabalho escravo na produção de gado. Em nota oficial, o Brasil classificou a medida como um “protecionismo injustificado” e ameaçou retaliar com base na lei de reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional.
Acusações e Defesa Brasileira
O USTR propôs a aplicação de tarifas de 12,5% ao Brasil, citando em relatório que o trabalho forçado é “fato notório” na produção pecuária nacional. Em contrapartida, o governo brasileiro argumentou que a Organização Internacional do Trabalho (OIT) reconhece o país há décadas como “referência internacional no combate ao trabalho forçado”. A expectativa é que as recomendações preliminares do USTR não se concretizem em tarifas efetivas.
Contexto de Investigações e Outros Países Envolvidos
Esta nova frente de investigação americana, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, soma-se a uma proposta anterior de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, motivada por alegações de políticas que prejudicam o comércio dos EUA. Nesta disputa, o Brasil se encontra ao lado de outras nações como Austrália, China, Índia e Vietnã, também acusadas pelos EUA de não aplicarem mecanismos eficazes contra bens produzidos com trabalho forçado.
Protecionismo vs. Direitos Trabalhistas
O governo brasileiro lamentou que um tema tão crucial quanto a proteção de condições dignas de trabalho seja utilizado como pretexto para “medidas protecionistas unilaterais”. A declaração reforça a posição do Brasil de que a acusação americana desvirtua a discussão sobre direitos trabalhistas para fins comerciais.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
