Jimmy Lai: Um Símbolo da Repressão em Hong Kong
Donald Trump expressou ceticismo quanto à possibilidade de a China libertar o empresário de mídia e ativista pró-democracia Jimmy Lai. Lai, que tem 78 anos e enfrenta uma pena de 20 anos de prisão por apoiar os protestos pela democracia em Hong Kong, teve seu caso levantado por Trump em conversa com o ditador chinês Xi Jinping. Segundo o ex-presidente dos EUA, a resposta de Jinping não foi encorajadora. “Levantei o tema de Jimmy Lai, e diria que a resposta não foi positiva”, declarou Trump à Fox News, conforme noticiado pela EFE. Ele descreveu um apelo feito a Jinping para a libertação de Lai, argumentando que o ativista “já envelheceu e, provavelmente, não se sente muito bem”, mas admitiu não se sentir otimista.
Saúde Deteriorada e Apelos por Liberdade
A família de Jimmy Lai tem relatado um quadro de saúde preocupante. O ativista, que também é cidadão britânico e sofre de diabetes, estaria em confinamento solitário em condições precárias, com temperaturas elevadas e sem ar condicionado. Sua filha, Claire, descreveu à imprensa britânica que ele perdeu peso, está mais fraco, com unhas e dentes afetados. Ela agradeceu os esforços de Trump, confiante de que ele e seu governo podem conseguir a libertação de seu pai.
O Declínio das Liberdades em Hong Kong
O caso de Jimmy Lai está intrinsecamente ligado ao endurecimento da China em relação a Hong Kong. O enclave, devolvido pelo Reino Unido em 1997 sob a promessa de “um país, dois sistemas” até 2047, tem visto suas liberdades democráticas e autonomia política e econômica gradualmente suprimidas sob o governo de Xi Jinping. A repressão aos protestos de 2019, o cerco a jornalistas e o fechamento de veículos de imprensa independentes, como o Apple Daily de Lai, são reflexos dessa nova realidade.
Esperança para o Pastor Ezra Jin Mingri
Em contraste com a situação de Lai, Trump demonstrou mais otimismo em relação à libertação de outro preso político na China: o pastor protestante Ezra Jin Mingri. Jin está preso há sete meses e tem familiares com passaporte americano residindo nos EUA. Trump afirmou se sentir “otimista” quanto a este caso, que estaria em consideração. A igreja liderada por Jin, a Zion Church, é uma das maiores igrejas clandestinas da China, país que tem implementado uma política agressiva de “sinicização” das religiões, impondo regras governamentais a grupos religiosos.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
