Contrato de Eduardo Bolsonaro com produtora de filme é antigo, diz Flávio
O senador Flávio Bolsonaro (PL) declarou, em entrevista à CNN, que o contrato assinado por seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), com produtores para o filme ‘Dark Horse’ não corresponde ao acordo vigente para a produção cinematográfica. Segundo o senador e pré-candidato à presidência, o documento que veio a público através do site Intercept Brasil era de natureza antiga e foi financiado com recursos próprios de Eduardo, que atuava como produtor executivo do longa sobre a vida de Jair Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro enfatizou que nem Eduardo nem Mário Frias, a quem disse confiar integralmente, tiveram acesso aos recursos destinados à produção do filme. A declaração surge em meio a novos vazamentos que indicam que Eduardo Bolsonaro possuía responsabilidades e poder de gestão financeira sobre o filme, conforme contratos assinados por ele em novembro de 2023 e fevereiro de 2024, nos quais é qualificado como financiador e autoriza o uso de seus investimentos no projeto. A autenticidade do segundo documento, no entanto, não foi confirmada.
Flávio Bolsonaro nega uso de emendas e acusa PT de disseminar desinformação
Questionado sobre a possível participação de emendas parlamentares na produção do filme, Flávio Bolsonaro negou a ocorrência, afirmando que os deputados responsáveis pelas emendas “vão explicar o destino”. Em contrapartida, o senador acusou o PT de utilizar verbas públicas para sustentar um “grande complexo industrial de mentiras”, assegurando que a situação está “mapeada” e virá à tona no momento oportuno. Ele também mencionou que há deputados que se utilizam de verbas de gabinete para impulsionar postagens em redes sociais, caracterizando a prática como criminosa.
Investigação sobre verbas públicas e vazamentos em pauta
O caso ganhou contornos mais sérios com a determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, de abrir um novo processo para apurar se a produção do filme ‘Dark Horse’ recebeu verbas públicas. Em março, Dino já havia solicitado explicações à Câmara dos Deputados sobre o envio de emendas para organizações ligadas à produtora do filme, Karina Ferreira Gama. Paralelamente, o deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ) solicitou ao ministro do STF André Mendonça a abertura de investigações para identificar a origem do vazamento de mensagens e áudios que deveriam ser sigilosos.
Contexto político e eleitoral
Flávio Bolsonaro tem se empenhado em esclarecer seu envolvimento com o caso e com o banqueiro Daniel Vorcaro, de quem, segundo vazamentos, o senador teria cobrado valores significativos para a produção do filme. A defesa de Flávio se baseia na alegação de que os recursos eram privados e destinados a uma produção privada, sem qualquer envolvimento de dinheiro público. As declarações e o desenrolar do caso ocorrem em um cenário de projeção de Flávio Bolsonaro para as eleições presidenciais de 2026, com pesquisas indicando sua liderança nas intenções de voto em seu estado.
Fonte: jovempan.com.br
