Grupo Chinês Suspeito de Lavar Dinheiro para o PCC é Alvo de Operação em São Paulo
Uma operação conjunta da Polícia Civil, Ministério Público de São Paulo (MPSP) e Secretaria de Estado da Fazenda e Planejamento resultou na prisão de dois suspeitos de integrarem um grupo criminoso acusado de lavar dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). As investigações apontam que o esquema era comandado por chineses e envolvia empresas de distribuição de produtos eletrônicos que atuavam em todo o Brasil.
Investigação Mira Lavagem de Dinheiro e Ocultação de Bens
As autoridades investigam um total de 18 pessoas e 14 empresas suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação de bens. Entre os presos estão um homem com histórico criminal ligado ao PCC e uma mulher apontada como a articuladora do esquema. Além dos mandados de prisão, foram cumpridos 20 mandados de busca em São Paulo e Santa Catarina. Um dos alvos da investigação não foi detido por estar na China.
Apreensão de Bens e Valores Milionários
Durante a operação, foram apreendidos quatro carros de luxo. A força-tarefa mobilizou 100 policiais civis, 20 auditores fiscais da Receita Estadual e dois promotores de Justiça. O Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (Gaepp) do MPSP bloqueou valores que podem chegar a R$ 1,1 bilhão. Entre os bens já identificados e sequestrados estão imóveis de luxo avaliados em R$ 25 milhões, veículos, contas bancárias em nome de laranjas e diversas aplicações financeiras.
Esquema Sofisticado Movimentou R$ 1,1 Bilhão em Sete Meses
Segundo o delegado Fernando David, a participação direta do PCC no esquema chamou a atenção dos agentes. Ele destacou que a facção se tornou uma “plataforma de serviços” para empresários que buscam aumentar lucros. A investigação revelou uma sistemática confusão patrimonial com o objetivo de fraudar o fisco, credores e a Justiça. As mercadorias eletrônicas apreendidas eram vendidas pela plataforma Knup Brasil, com pagamentos redirecionados para empresas de fachada. As notas fiscais eram emitidas por terceiras empresas. Em apenas sete meses, o esquema movimentou pelo menos R$ 1,1 bilhão, criando uma discrepância massiva entre o fluxo de caixa real e o patrimônio auditável das empresas operacionais.
Fonte: jovempan.com.br
