Putin declara guerra na Ucrânia como ‘força agressiva’ apoiada pela OTAN em cerimônia do Dia da Vitória com segurança reforçada

Putin declara guerra na Ucrânia como ‘força agressiva’ apoiada pela OTAN em cerimônia do Dia da Vitória com segurança reforçada

Em discurso comemorativo em formato reduzido, presidente russo cita apoio ocidental à Ucrânia e celebração é beneficiada por trégua de três dias mediada pelos EUA.

Em um discurso proferido em meio a um contexto de segurança reforçada e participação limitada de líderes aliados, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou neste sábado (9) que as forças russas enfrentam na Ucrânia uma “força agressiva” apoiada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). A declaração foi feita durante a comemoração do Dia da Vitória contra os nazistas, celebrado anualmente na Rússia.

Cerimônia reduzida e segurança elevada

A tradicional cerimônia na Praça Vermelha, em Moscou, deste ano teve duração reduzida, com apenas 45 minutos, e não contou com a exibição de armamentos. Diferentemente da pompa do ano anterior, que contou com a presença de cerca de vinte líderes internacionais, desta vez apenas alguns dirigentes de nações aliadas, como Belarus e Cazaquistão, compareceram. A celebração foi marcada por fortes medidas de segurança, com a internet móvel cortada no centro da capital e ruas esvaziadas, segundo relatos de jornalistas.

Trégua de três dias e esperanças de paz

A realização do evento foi beneficiada pela entrada em vigor, na véspera, de uma trégua de três dias entre Rússia e Ucrânia, anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O cessar-fogo, que inclui a troca de prisioneiros, foi saudado por Trump como um possível “começo do fim de uma guerra muito longa, mortal e difícil”. As negociações entre ucranianos e americanos foram retomadas, após terem ficado em segundo plano devido ao conflito no Oriente Médio.

Contexto do conflito e percepção popular

Putin, em seu discurso, conectou o heroísmo da geração vitoriosa na Segunda Guerra Mundial com os soldados que participam da “operação militar especial” na Ucrânia. “Eles enfrentam uma força agressiva, armada e apoiada por todo o bloco da OTAN”, declarou o presidente, enfatizando que “nossa causa é justa” e que a vitória “será para sempre”. Atualmente, a Rússia controla cerca de 20% do território ucraniano, incluindo a Crimeia, anexada em 2014. No entanto, a população local demonstra ceticismo quanto a um fim rápido do conflito. “O fim do conflito não será em breve, por mais que todos queiramos a paz”, disse uma moradora de Moscou à AFP, expressando também frustração com o corte da internet.

Participação de tropas estrangeiras e legado histórico

Um detalhe notado nas comemorações foi a participação de soldados da Coreia do Norte, que, segundo o texto, teriam auxiliado Moscou a expulsar tropas ucranianas da região russa de Kursk em 2025. As celebrações do Dia da Vitória são um evento crucial para Putin, permitindo-lhe exaltar a memória do triunfo soviético em 1945 e buscar unificar a população russa em apoio à campanha militar na Ucrânia, apesar das ameaças de ataques de drones de Kiev.

Fonte: jovempan.com.br

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