Trump eleva combate a cartéis a prioridade máxima de segurança antes de reunião com Lula

Nova Diretriz de Segurança Nacional

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, formalizou nesta quarta-feira (6) a nova estratégia nacional de contraterrorismo, elevando o combate aos cartéis de drogas no Hemisfério Ocidental à principal prioridade de segurança do país. A medida, apresentada em um documento de 16 páginas, representa a primeira diretriz deste tipo em seu segundo mandato e sinaliza uma mudança de foco na política antiterrorista americana.

Contexto da Reunião com Lula

A assinatura da estratégia ocorre em um momento estratégico, véspera da reunião entre Trump e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, agendada para esta quinta-feira (7) na Casa Branca. O governo americano já havia demonstrado intenção de classificar facções brasileiras como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, um tema que gera apreensão no Brasil e que pode ser abordado durante o encontro.

Justificativa e Ampliação do Conceito de Terrorismo

Sebastian Gorka, assessor sênior de contraterrorismo do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, explicou que a decisão de priorizar os cartéis se baseia em dados alarmantes: mais americanos teriam morrido em decorrência do tráfico de drogas ilícitas do que militares dos EUA em todos os conflitos desde a Segunda Guerra Mundial. A nova estratégia também expande a definição de terrorismo para abranger grupos extremistas islâmicos com capacidade de ataque aos EUA, organizações que buscam armas de destruição em massa e o que Trump denomina “grupos políticos seculares violentos”, incluindo o grupo Antifa. Cartéis latino-americanos como o Tren de Aragua e o Cartel de Sinaloa já foram designados como organizações terroristas estrangeiras, com avaliações para ampliar essa lista.

Inversão de Prioridades e Tensão Diplomática

A nova abordagem representa uma inversão em relação à gestão do democrata Joe Biden, que focava no enfrentamento do “extremismo de direita” e de grupos supremacistas brancos. O encontro entre Trump e Lula acontece em um cenário de tensões diplomáticas entre Brasília e Washington, marcado por críticas públicas de Lula às ações militares americanas no Irã e em Cuba, além de recentes trocas de medidas diplomáticas, como a retirada de um delegado da Polícia Federal brasileira dos EUA e a revogação de credenciais de um adido da agência de imigração americana no Brasil. Autoridades da Casa Branca indicaram que os líderes discutirão temas econômicos e de segurança de “interesse comum dos dois países”.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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