Investigação Avança em São Paulo
Alessandro Martins dos Santos, de 21 anos, suspeito de envolvimento em um estupro coletivo contra duas crianças na zona leste de São Paulo, foi transferido de uma prisão na Bahia para a capital paulista. A prisão temporária do jovem foi decretada por 30 dias. Em depoimento à polícia, Alessandro admitiu ser o autor de um vídeo que registrou o crime, mas alegou ter sido uma “brincadeira”. A declaração, no entanto, não é aceita como justificativa pelas autoridades, que o indiciarão pelos crimes de ato obsceno, divulgação de pedofilia e corrupção de menores.
Sem Remorso, Apenas Preocupação com Consequências
O delegado Julio Geraldo, responsável pelo caso, informou que a investigação está bem encaminhada e que foram identificados elementos suficientes para a finalização do inquérito. Ele ressaltou a falta de remorso demonstrada pelos suspeitos, incluindo Alessandro. “Eles se sentem mais arrependidos pelas consequências que estão vivendo, mas não se percebe, por nenhum deles, qualquer espécie de sentimento pelo sofrimento das crianças”, declarou o delegado. Alessandro também negou que o ato tenha sido uma “conduta ardilosa”, classificando-o como um “combinado” entre os criminosos e as vítimas.
O Brutal Crime na Zona Leste
O caso ocorreu em 21 de abril na comunidade União de Vila Nova, em São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo. Alessandro faz parte de um grupo de cinco pessoas acusadas de participar do estupro de duas crianças, de sete e dez anos. A família das vítimas, por medo, demorou a denunciar, e o Conselho Tutelar e a polícia só foram acionados em 24 de abril. As agressões foram gravadas e as imagens, divulgadas em redes sociais, mostram as crianças chorando e implorando para que os agressores parassem, enquanto os criminosos riam e insistiam nos atos.
Acolhimento às Vítimas e Apelo por Denúncias
As duas crianças vítimas do estupro estão recebendo acompanhamento do Conselho Tutelar, assistentes sociais, profissionais de saúde e do Projeto Bem-Me-Quer, programa estadual de acolhimento a vítimas de violência sexual. Uma das crianças está com a mãe em uma Vila Reencontro, enquanto a outra foi acolhida com os irmãos no Serviço Institucional para Criança e Adolescente, após o Conselho Tutelar constatar que a mãe, usuária de drogas, não possuía condições de cuidar delas no local onde viviam. O subprefeito Divaldo Rosa classificou o caso como “revoltante” e fez um apelo para que a população denuncie casos de abuso infantil pelo Disque 100, reforçando que “proteger as crianças é dever de todos nós”.
Fonte: jovempan.com.br
