Zema promete privatizar todas as estatais se eleito presidente e diz que medida vai derrubar juros rapidamente

Zema promete privatizar todas as estatais se eleito presidente e diz que medida vai derrubar juros rapidamente

Pré-candidato do Novo também defende reforma previdenciária com aumento do tempo de contribuição e sem reajustes reais para aposentados.

O pré-candidato à Presidência da República e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo-MG), declarou que, caso seja eleito, pretende privatizar todas as empresas estatais sob controle da União. Segundo ele, essa medida seria um caminho para reduzir a taxa de juros no Brasil de forma mais célere.

Privatizações como motor para queda de juros

Em entrevista ao programa Canal Livre, Zema afirmou: “Se eleito vou privatizar tudo. Isso vai provocar uma queda de juros muito rápida porque virá junto de uma reforma administrativa, uma reforma previdenciária, revisão de benefícios sociais”. O pré-candidato argumenta que a desestatização pode melhorar a percepção de risco fiscal do país, o que, por sua vez, contribuiria para a diminuição dos juros. Contudo, o impacto das privatizações na queda dos juros não é automático nem instantâneo, uma vez que o processo pode demandar tempo, dependendo de modelagem, aprovação do Congresso e possíveis disputas judiciais.

Reforma administrativa e previdenciária no plano de Zema

Zema indicou que as privatizações seriam acompanhadas por reformas administrativa e previdenciária, além de uma revisão de benefícios sociais. No entanto, o pré-candidato não detalhou quais regras seriam alteradas, quais carreiras seriam impactadas ou quais programas e despesas entrariam nessa revisão.

Proposta para a Previdência Social

No que diz respeito à Previdência, Romeu Zema defende uma reforma que aumente o tempo de contribuição dos trabalhadores. Ele considera o sistema atual “insustentável” e ressalta a necessidade de que não haja “ganhos reais” para os aposentados, ou seja, reajustes acima da inflação. Para Zema, o Brasil “não comporta” aumentos reais nos benefícios. A proposta visa reduzir a pressão sobre as contas públicas, fazendo com que os trabalhadores permaneçam mais tempo na ativa, o que diminuiria o período de recebimento de aposentadorias e ampliaria a arrecadação previdenciária, auxiliando no equilíbrio financeiro do sistema. A crítica aos ganhos reais se baseia no impacto permanente que eles causam nas despesas públicas, especialmente em um setor que já representa uma das maiores fatias do orçamento federal.

Fonte: jovempan.com.br

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