Detenção em águas internacionais
O ativista brasileiro Thiago Ávila e o espanhol-palestino Saif Abukeshek tiveram suas prisões prorrogadas por um tribunal de Israel. A detenção ocorreu na última quinta-feira (30), quando ambos estavam a bordo de uma flotilha que se dirigia à Faixa de Gaza, em águas internacionais. Esta não é a primeira vez que Ávila se encontra em tal situação, tendo sido detido anteriormente em tentativas similares de alcançar o território palestino.
Histórico de detenções e ativismo
Em junho do ano passado, Thiago Ávila foi detido pela Marinha israelense no Mar Mediterrâneo enquanto participava de uma embarcação que incluía a ativista sueca Greta Thunberg. Na ocasião, ele foi deportado para o Brasil. Em outubro do mesmo ano, o ativista foi novamente detido, desta vez em uma embarcação da Flotilha Global Sumud, junto com outros 14 brasileiros, incluindo a deputada federal Luizianne Lins. Ávila chegou a realizar greve de sede antes de ser enviado de volta ao Brasil.
Trajetória política e ideológica
Thiago Ávila, natural de Brasília e com 39 anos, concorreu a deputado federal pelo PSOL em 2018 e 2022, sem sucesso. Ele se autodeclara “socialista” e “revolucionário”, embora a reportagem aponte que ele atua como empresário. O ativista também é apontado como apoiador do grupo Hezbollah. Em 2021, Ávila foi preso no Brasil por impedir a derrubada de uma ocupação irregular no Distrito Federal. Suas viagens internacionais incluem passagens por Cuba, Turquia e Irã. Em fevereiro do ano passado, ele esteve em Beirute, no Líbano, para o funeral de Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah.
Reações e posicionamentos internacionais
Após a decisão de prorrogar a prisão de Ávila e Abukeshek, a Flotilha Global Sumud solicitou ação imediata dos governos do Brasil e da Espanha. Em nota conjunta, os governos brasileiro e espanhol condenaram o que chamaram de “sequestro de dois de seus cidadãos em águas internacionais”. Em contrapartida, o governo dos Estados Unidos classificou a flotilha como pró-Hamas e afirmou que usará ferramentas para impor consequências aos apoiadores do grupo, encorajando ações legais de aliados.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
