Trump insinua tomada de Cuba e anuncia novas sanções em discurso na Flórida
Presidente americano faz piada sobre controle da ilha caribenha no mesmo dia em que ordena medidas restritivas contra o país.
Em um evento no Forum Club of the Palm Beaches, na Flórida, nesta sexta-feira (1º), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma declaração que gerou repercussão ao insinuar uma possível intervenção americana em Cuba. A fala ocorreu durante uma homenagem ao ex-deputado federal Dan Mica, que teve atuação no país caribenho.
Provocação com tom de piada
Ao se referir a Mica, Trump brincou: “E ele vem originalmente de um lugar chamado Cuba, que nós vamos tomar conta quase imediatamente”. Em seguida, o presidente acrescentou, ainda em tom jocoso: “Cuba tem problemas. Vamos terminar um primeiro. Eu gosto de terminar o que começo”.
Cenário hipotético de demonstração de força
Trump prosseguiu com uma cena hipotética, imaginando um retorno de uma operação no Irã. Ele sugeriu que, no trajeto de volta, um porta-aviões seria enviado para as costas cubanas. “Na volta do Irã, vamos ter um dos nossos grandes — talvez o porta-aviões USS Abraham Lincoln — o maior do mundo”, afirmou. “Vamos fazer ele chegar, parar próximo da costa, e eles vão dizer: ‘Muito obrigado, nós nos rendemos’”.
Novas sanções impostas no mesmo dia
A declaração de Trump aconteceu no mesmo dia em que ele ordenou a imposição de novas sanções contra Cuba. As medidas visam um amplo conjunto de pessoas no país governado por comunistas e ameaçam bancos estrangeiros que mantêm relações comerciais com elas. Esta é a mais recente ação de uma campanha do governo Trump para pressionar Cuba, que enfrenta uma grave crise econômica após os EUA cortarem o fornecimento de petróleo da Venezuela.
Ordem executiva e abrangência das sanções
Por meio de uma ordem executiva, Trump detalhou que as sanções serão aplicadas a indivíduos envolvidos em diversos setores da economia cubana, que é controlada pelo governo. Adicionalmente, os Estados Unidos aplicarão sanções a quaisquer instituições financeiras estrangeiras que negociem com as pessoas que forem alvo da nova ordem.
Fonte: jovempan.com.br
