Papa Leão XIV Reafirma Posição de Não Engajar em Debates com Trump
Durante uma viagem apostólica pela África, o Papa Leão XIV declarou neste sábado (18) que não possui interesse em debater com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. As declarações surgiram após uma série de críticas feitas por Trump ao Sumo Pontífice ao longo da semana. A bordo do avião papal, em trajeto entre Camarões e Angola, Leão XIV abordou o assunto com jornalistas, classificando parte da narrativa que se seguiu às críticas de Trump como imprecisa.
Discurso sobre “Tiranos” Não Era Direcionado a Trump, Diz Papa
O Papa Leão XIV se referiu especificamente a um discurso proferido em Bamenda, Camarões, onde comentou sobre o mundo ser devastado por “punhados de tiranos” e líderes que investem “bilhões de dólares” em guerras. Ele negou veementemente que suas palavras fossem uma resposta direta a Donald Trump. Segundo o Sumo Pontífice, o discurso em questão foi preparado com duas semanas de antecedência, antes mesmo que Trump tecesse comentários sobre ele ou sobre a mensagem de paz que o Vaticano tem promovido.
Trump Criticou Papa por Posições sobre Irã e Venezuela
As críticas de Donald Trump ao Papa Leão XIV iniciaram com publicações na plataforma Truth Social. Trump expressou descontentamento com um suposto “papa que ache aceitável o Irã ter armas nucleares”, “que ache terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela” e “que critique o presidente dos Estados Unidos”. As menções à Venezuela referiam-se aos pedidos do Papa por desescalada militar no país sul-americano, após a operação americana que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro em janeiro.
Vaticano e Casa Branca em Divergência sobre Papéis e Declarações
Em resposta às primeiras críticas de Trump, o Papa Leão XIV já havia afirmado que não entraria em “debates”, reiterando que não temia o governo americano e que sua missão era falar abertamente sobre a mensagem do Evangelho, posicionando-se como um pacificador. Trump, por sua vez, em entrevista à CBS News, declarou que o Papa “está errado nessas questões” e que “não acha que ele deva se envolver em política”. O vice-presidente dos EUA, J. D. Vance, também católico, manifestou apoio a Trump, sugerindo que “seria melhor para o Vaticano se ater a questões de moralidade” e que o Papa “seja cuidadoso ao falar sobre assuntos de teologia”.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
