Líder cubano alerta: Povo está pronto para lutar contra possível intervenção militar dos EUA

Líder cubano alerta: Povo está pronto para lutar contra possível intervenção militar dos EUA

Miguel Díaz-Canel afirma que milhões de cubanos defenderiam a ilha em caso de agressão americana, em meio a tensões crescentes com a Casa Branca.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, declarou em entrevista à emissora russa RT que a população cubana está preparada para “pegar em armas” contra os Estados Unidos caso o presidente Donald Trump autorize uma ação militar para desestabilizar o regime comunista. As declarações surgem em um contexto de escalada nas tensões entre Havana e Washington, com relatos sobre possíveis planos militares americanos contra a ilha.

Disposição para a defesa da revolução

Ao ser questionado sobre a hipótese de uma intervenção militar dos EUA, Díaz-Canel assegurou que “há um povo pronto para lutar” em Cuba. Ele afirmou que “milhões de cubanos” se mobilizariam para “salvar a revolução e defender o solo cubano” diante de uma eventual “agressão”. O líder cubano destacou a “força da união” do país como seu principal trunfo contra qualquer ofensiva externa, embora tenha evitado traçar paralelos diretos com a situação venezuelana.

Aumento das tensões e alertas prévios

As declarações de Díaz-Canel ocorrem em um momento de acirramento das relações entre seu governo e a Casa Branca. Relatos recentes indicam que o Pentágono estaria avaliando opções militares contra Havana. O próprio líder cubano já havia emitido alertas anteriores à população, pedindo que se mantivessem em estado de alerta diante de um possível ataque americano.

Embargo americano e cooperação russa

Durante a entrevista, Díaz-Canel reiterou sua posição de que o embargo econômico imposto pelos Estados Unidos é o principal responsável pelas dificuldades enfrentadas por Cuba. Apesar das restrições, ele afirmou que a ilha tem “avançado”, ainda que não tenha alcançado todos os seus objetivos. O líder cubano também expressou gratidão à Rússia pelo envio de 100 mil toneladas de petróleo bruto no final de março, o que ajudou a suprir a escassez após o embargo energético promovido por Trump em janeiro.

Cobranças por reformas e canais de diálogo

Os Estados Unidos têm pressionado Cuba por profundas reformas econômicas, argumentando que o modelo de controle estatal adotado pela ilha tem se mostrado ineficaz. Informações divulgadas em março indicaram a existência de um canal de diálogo inicial entre os dois países, mas detalhes específicos sobre essas conversas não foram divulgados até o momento.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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