Presidente brasileiro relata frustração com a falta de ação diplomática global
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) expressou frustração ao admitir que seus apelos a líderes como Xi Jinping (China), Vladimir Putin (Rússia) e Emmanuel Macron (França) para convocar uma reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre o conflito no Oriente Médio foram ignorados. Em entrevista à revista alemã Der Spiegel, Lula comparou a situação a um navio à deriva sem capitão, lamentando a falta de diálogo e ação diplomática.
Críticas a Trump e defesa do multilateralismo
Durante sua viagem oficial à Europa, Lula aproveitou para criticar veementemente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Trump não foi eleito imperador do mundo. Ele não pode ficar ameaçando outros países com guerra o tempo todo”, declarou o presidente brasileiro. Ele reforçou a defesa do multilateralismo como a solução para a paz mundial, criticando nações que utilizam seu poder econômico e militar para ditar as relações internacionais. Lula também mencionou a necessidade de uma reforma no Conselho de Segurança da ONU, destacando a ausência de assentos permanentes para África e Oriente Médio.
Bolsonaro e a crise de fertilizantes
O presidente brasileiro voltou a criticar o governo de seu antecessor, Jair Bolsonaro, ao abordar a possibilidade de uma crise de fertilizantes no Brasil devido à guerra. Lula apontou que o Brasil deveria ter investido em sua própria produção de fertilizantes há décadas e lamentou o fechamento de fábricas durante o governo Bolsonaro, tornando o país dependente de outros. Ele também condenou as intervenções americanas na América Latina, citando a Venezuela e Cuba.
Candidatura à reeleição e visão política
Questionado sobre as eleições presidenciais, Lula afirmou estar “100% em forma” para uma possível candidatura à reeleição. Ele declarou não temer resultados de pesquisas e expressou convicção de que sua base vencerá, fortalecendo a democracia brasileira. O presidente também fez um contraponto à ideologia de direita, afirmando que ela não tem futuro e que “não há lugar para fascistas” na política.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
