EUA como palco para a política venezuelana
Delcy Rodríguez, que assumiu como ditadora interina da Venezuela após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, registrou um advogado na Califórnia para representá-la em questões legais e políticas nos EUA. O registro, feito através do Foreign Agents Registration Act (FARA), detalha que o profissional, Jihad Smaili, prestará assessoria jurídica em litígios envolvendo a PDVSA e a Citgo, além de consultoria em assuntos com o Departamento de Estado e a Casa Branca.
Objetivos claros: campanha e fim das sanções
O documento é explícito ao mencionar que os serviços de Smaili visam apoiar a “futura campanha política” de Rodríguez, que “pretende concorrer na próxima eleição presidencial venezuelana”. Além disso, o trabalho incluirá esforços para a “remoção de sanções” impostas pelos Estados Unidos contra a Venezuela e seus líderes. Essa movimentação sugere uma estratégia de aproximação e negociação com o governo americano.
Mudanças de cenário e sanções suspensas
Desde que assumiu o cargo interino, Rodríguez tem buscado estreitar laços com os Estados Unidos, com quem a Venezuela firmou uma parceria na área de energia. Um indicativo dessa mudança foi a decisão do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA de retirar o nome de Rodríguez da lista de alvos de sanções econômicas em abril. Ela estava sob sanções desde 2018 por acusações de corrupção e violações de direitos humanos.
Contexto político e apoio americano
A atuação de Rodríguez nos EUA ocorre em um contexto de reconfiguração política na Venezuela e de declarações do presidente americano, Donald Trump. Recentemente, Trump demonstrou relutância em apoiar a líder oposicionista María Corina Machado, alegando falta de apoio interno. A entrada de Delcy Rodríguez no cenário eleitoral, com suporte legal nos EUA, adiciona uma nova camada de complexidade à já instável situação política venezuelana.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
