Aceleração da tecnologia de ponta para o consumidor
A Samsung está diminuindo o tempo que leva para novas funcionalidades, antes exclusivas de seus modelos premium (linha S), chegarem aos smartphones intermediários de topo (linha A). Renato Citrini, gerente sênior de produto de Mobile Experience da Samsung Brasil, revelou no Podcast Canaltech que o intervalo, antes em torno de dois anos, tem sido reduzido intencionalmente. Um exemplo claro é o Galaxy AI, que estreou no Galaxy S24 e já está presente no Galaxy A56 e A36.
O mercado intermediário como foco estratégico
Essa estratégia da Samsung se justifica pela força do segmento intermediário no Brasil, que representa 78% das vendas de smartphones, segundo a Canalys. Com 40% de participação no mercado nacional em 2025, a Samsung busca consolidar ainda mais sua posição ao oferecer recursos de ponta a um público mais amplo. Além da IA, melhorias em câmeras para baixa luminosidade e processadores mais eficientes em termos de energia também seguem essa linha de migração.
Longevidade e valor de revenda: o conceito “feito para durar”
A Samsung adota o conceito “feito para durar” para seus intermediários de topo. O Galaxy A56, por exemplo, oferece um ciclo de atualizações impressionante: seis anos de atualizações do Android e seis anos de patches de segurança, garantindo suporte até 2032. A resistência à água e poeira, aliada a acabamentos em metal e vidro, reforçam a durabilidade. Citrini destaca que esse longo ciclo de suporte impacta diretamente o valor de revenda, tornando o aparelho mais atrativo no mercado de usados, semelhante ao que ocorre com carros.
IA como o próximo divisor de águas
Olhando para o futuro, Citrini aponta a inteligência artificial como o principal diferencial para o segmento intermediário. A IA, vista não como um fim, mas como uma ferramenta, promete otimizar ainda mais a experiência do usuário, atuando em conjunto com câmera, bateria e performance. Essa camada de IA, segundo o executivo, mudará a percepção de valor dos smartphones nos próximos ciclos de lançamento, mesmo diante de pressões de custos em componentes como memórias, que a Samsung busca mitigar com sua cadeia de produção verticalizada e fábricas no Brasil.
Fonte: canaltech.com.br
