Vance pede cautela teológica ao Papa
O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, um republicano declarado e católico, expressou publicamente sua opinião sobre o papel do Papa Francisco em questões de política internacional. Durante um evento conservador na Universidade da Geórgia, Vance comparou a necessidade de cautela de um vice-presidente em temas de política pública com a de um Papa em discussões teológicas, sugerindo que ambos deveriam exercer discernimento em suas áreas de atuação.
Críticas à postura sobre Irã e Venezuela
A declaração de Vance surge em meio a críticas mais amplas de aliados do ex-presidente Donald Trump direcionadas ao Papa Francisco. Trump, em publicações na rede social Truth Social, manifestou descontentamento com as declarações do pontífice que condenaram a violência e as ações militares americanas e israelenses contra o Irã. O ex-presidente questionou a posição do Papa sobre a posse de armas nucleares pelo Irã e criticou a percepção de que o Papa considera a intervenção dos EUA na Venezuela como excessiva, especialmente diante do envio de drogas e criminosos para os Estados Unidos.
Trump classifica Papa como “fraco” em crime e política externa
Donald Trump foi além, descrevendo o Papa Francisco como “fraco no combate ao crime” e “péssimo em política externa”. Essas críticas foram feitas após o pontífice condenar a escalada de violência e a guerra, que Vance comparou à Segunda Guerra Mundial, questionando se Deus estaria do lado dos americanos que libertaram a França dos nazistas, e respondendo afirmativamente.
Vance elogia o Papa, mas discorda em política
Em uma entrevista anterior à Fox News, Vance havia elogiado o Papa Francisco, minimizando suas declarações sobre política. Ele afirmou ter grande respeito e admiração pelo pontífice, com quem chegou a ter algum contato. Vance declarou que não se incomoda quando o Papa aborda assuntos atuais, mesmo que discorde de como ele aplica princípios específicos. No entanto, a recente declaração no evento conservador sugere uma divergência mais clara sobre a extensão da participação do Papa em debates políticos e geopolíticos, alinhando-se à visão de que o Vaticano deveria se ater primordialmente a questões de moralidade.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
