Europa Lidera Iniciativa para Navegação em Ormuz
Países europeus estão formulando um plano para estabelecer uma ampla coalizão com o objetivo de garantir a navegação no Estreito de Ormuz. A iniciativa, conforme reportado pelo The Wall Street Journal, visa criar uma missão defensiva internacional que não incluirá os Estados Unidos, Israel e Irã, considerados as partes “beligerantes” no conflito que tem impactado a região.
Detalhes do Plano Europeu
A proposta europeia prevê o envio de embarcações militares, incluindo navios de desminagem, para assegurar a livre circulação no estreito, uma passagem crucial para o transporte de cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito (GNL) mundial. A missão só seria ativada após o fim do conflito em curso. Diplomatas indicam que as forças europeias não estariam sob comando americano, buscando autonomia na operação.
Alemanha e Reino Unido em Discussão
A Alemanha é vista como um membro provável da coalizão, com um compromisso formal podendo ser anunciado em breve. O presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, agendaram uma reunião online para discutir o policiamento do Estreito de Ormuz. Macron ressaltou que a missão terá caráter defensivo e excluirá as nações diretamente envolvidas nas hostilidades.
Contexto do Conflito e Bloqueios
O Estreito de Ormuz sofreu bloqueios significativos devido ao conflito entre o Irã e os Estados Unidos/Israel. Um cessar-fogo de duas semanas foi anunciado entre Washington e Teerã, mas o Irã voltou a bloquear a passagem, alegando desrespeito à trégua com ataques israelenses ao Líbano. Os EUA, por sua vez, anunciaram um bloqueio próprio, com a Marinha interceptando embarcações que paguem pedágio ao Irã e bloqueando portos iranianos. O Comando Central dos EUA afirmou que não impedirá a liberdade de navegação para portos não iranianos.
Tensões e Críticas Internacionais
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, expressou frustração com as ações do presidente americano, Donald Trump, e do presidente russo, Vladimir Putin, que estariam afetando os preços de energia no Reino Unido. Trump, por sua vez, tem criticado aliados europeus por falta de apoio na reabertura de Ormuz, chegando a questionar a capacidade naval do Reino Unido.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
