A Técnica Culinária Que Todos Usam
Ao preparar aquele pudim cremoso ou derreter chocolate delicadamente, muitas receitas pedem o famoso “banho-maria”. Mas você já parou para pensar quem foi a misteriosa Maria que deu nome a esse método de cozimento lento e uniforme?
A Hipótese Mais Aceita: Maria, a Judia
A teoria mais difundida aponta para Maria, a Judia (também conhecida como Maria, a Profetisa), considerada a primeira mulher alquimista do mundo ocidental. Registros antigos, como os de Zósimo de Panópolis, um dos primeiros escritores de tratados alquímicos, atribuem a ela a invenção de um aparelho de destilação. Esse dispositivo, com uma parede dupla onde a água aquecia o recipiente interno, permitia um aquecimento suave e controlado, base do que hoje chamamos de banho-maria.
Outra Possibilidade: Miriã, a Irmã de Moisés?
No entanto, nem todos concordam. Deonísio da Silva, doutor em Letras e autor do livro “De Onde Vêm as Palavras”, sugere uma outra “Maria”: Miriã, a irmã do profeta bíblico Moisés. Silva aponta que Miriã era descrita como inteligente e corajosa, com indícios de ter escrito tratados de alquimia. Contudo, faltam evidências concretas que a liguem diretamente à criação do método de cozimento.
Origem do Termo e Seu Significado
Independentemente de qual Maria seja a homenageada, a expressão “banho-maria” tem origem no francês “bain marie”, que significa exatamente o mesmo em português. A expressão latina “balneum Mariae” também é apontada como uma possível raiz. O fundamental é que a técnica, inspirada na alquimia e na destilação, revolucionou a forma de cozinhar, permitindo preparos que exigem precisão e delicadeza, como muitos pratos que amamos hoje.
Fonte: guiadoestudante.abril.com.br
