O Desafio da Reentrada
Após uma jornada de mais de um milhão de quilômetros e um feito histórico ao sobrevoar a Lua, os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, da missão Artemis II, se preparam para um dos trechos mais perigosos do retorno à Terra: a reentrada atmosférica. A cerca de 160 km da conclusão da missão, quando a cápsula Orion estiver a aproximadamente 120 km de altitude, a espaçonave atingirá a atmosfera em uma velocidade estonteante de mais de 38 mil km/h. Essa velocidade é comparável a viajar de Nova York a Tóquio em menos de 20 minutos.
Uma Bola de Fogo e o Contato Perdido
Durante a descida, a cápsula Orion se transformará em uma espetacular bola de fogo devido ao atrito com a atmosfera, criando um show de plasma visível pelas janelas. Em seguida, a tripulação enfrentará os chamados “oito minutos de terror”. Este período é marcado pela perda temporária de comunicação com o centro de controle, um desafio que será intensificado pelo fato de a Orion mergulhar na atmosfera em um ângulo mais raso do que o experimentado na missão Artemis I.
O Retorno Seguro e os Próximos Passos
A expectativa é que a comunicação seja restabelecida quando a cápsula estiver a cerca de 8 km acima do Oceano Pacífico, desde que todos os sistemas funcionem conforme o esperado. Logo após, os paraquedas serão acionados para auxiliar na desaceleração da nave, que ainda estará se movendo a mais de 500 km/h. As equipes de recuperação da Marinha norte-americana estarão prontas para resgatar a espaçonave e os astronautas após o pouso na água.
Um Salto para o Futuro Lunar
O fim da missão Artemis II representa não apenas o retorno seguro de seus tripulantes, mas também um passo crucial para o avanço do programa Artemis. O sucesso desta missão pavimenta o caminho para a Artemis IV, que tem como objetivo principal o tão aguardado pouso de humanos na superfície lunar, um marco que promete redefinir a exploração espacial.
Fonte: canaltech.com.br
