Agressão em evento universitário
A ministra das Ciências do governo chileno, Ximena Lincolao, foi alvo de agressões por um grupo de estudantes de esquerda durante sua participação na abertura do ano acadêmico na Universidade Austral do Chile, em Valdivia. O incidente ocorreu nesta quarta-feira (data não especificada na fonte), quando a ministra se dirigia ao evento.
Confusão e escolta policial
Segundo relatos e vídeos que circularam nas redes sociais, a ministra precisou ser retirada do local escoltada após ser insultada, empurrada e atingida com água pelos manifestantes que a aguardavam do lado de fora do campus. A confusão marcou a chegada da autoridade à instituição de ensino.
Reação do governo e medidas legais
O presidente José Antonio Kast condenou veementemente o episódio, classificando os agressores como um “grupo ideologizado que tem apenas um objetivo: silenciar e amedrontar”. Em pronunciamento nas redes sociais, Kast afirmou que os responsáveis “não buscam dialogar nem melhorar a educação” e que o ocorrido “não tem explicação nem justificativa”. O governo chileno anunciou que apresentará uma ação criminal por atentado contra a autoridade e solicitará à universidade a identificação de todos os envolvidos nas agressões.
Apoio à ministra e discurso contra a violência
O ministro do Interior, Claudio Alvarado, confirmou as medidas legais. Em meio a este cenário, a ministra Ximena Lincolao declarou que não se intimidará e continuará visitando as universidades chilenas. A prefeita de Valdivia, Carla Amtmann, do partido de esquerda Revolução Democrática, também se manifestou, ressaltando que “a violência nunca pode ser o caminho”. O presidente Kast se reunirá com a ministra ainda hoje para prestar apoio e reiterou que os agressores “terão que responder por seus atos” e não ficarão impunes. O incidente ocorre um dia após o governo apresentar um projeto de lei para combater a violência nas escolas, com medidas como o endurecimento de penas e a possibilidade de revistas, buscando “recuperar a ordem e a liberdade no Chile”.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
