Anvisa reforça fiscalização e busca maior controle sobre medicamentos para emagrecimento
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou uma série de medidas para endurecer a regulamentação da importação e manipulação de substâncias utilizadas em canetas para tratamento de diabetes e obesidade. O objetivo, segundo o diretor-presidente da agência, Leandro Safatle, é garantir a segurança, qualidade e eficácia dos produtos disponíveis para a população brasileira.
CPF como requisito e novas inspeções em farmácias
Entre as novidades estudadas pela Anvisa está a possível obrigatoriedade da apresentação do Cadastro de Pessoa Física (CPF) do paciente no momento da solicitação de manipulação da substância. O diretor Daniel Pereira informou que novos “elementos de individualização” serão estabelecidos como requisito para autorizar a manipulação da tirzepatida, sem detalhar quais serão esses elementos. Em 2024, a agência já realizou 11 inspeções em grandes farmácias de manipulação, resultando na interdição de oito estabelecimentos e uma importadora por irregularidades. Em uma das ações, lotes de tirzepatida foram apreendidos.
Certificado de boas práticas e controle sobre produção em larga escala
A Anvisa também pretende exigir um certificado de boas práticas de fabricação, alinhado às diretrizes da agência, para que o ingrediente farmacêutico ativo (IFA) das canetas possa ser importado para o Brasil. Atualmente, apenas a farmacêutica Eli Lilly tem autorização para comercializar a tirzepatida no país, sob o nome de Mounjaro. Embora a legislação atual permita a manipulação do composto por farmácias para atender a pacientes com necessidades específicas, a Anvisa tem observado uma produção em larga escala que não condiz com o uso individualizado, caracterizando uma prática irregular.
Crescimento expressivo no uso das ‘canetas emagrecedoras’
Um levantamento inédito do Instituto Locomotiva revela a rápida ascensão das chamadas “canetas emagrecedoras” no Brasil. Segundo a pesquisa, 33% dos domicílios brasileiros relatam ter pelo menos um morador que utiliza ou já utilizou medicamentos como Ozempic, Mounjaro ou Wegovy. O estudo aponta um aumento significativo em pouco mais de um ano, saindo de 26% dos lares em dezembro de 2025 para um terço das residências em abril de 2026, indicando uma mudança expressiva nos hábitos de saúde e consumo da população.
Fonte: jovempan.com.br
