Pressão Internacional Cresce Contra o Irã
Um total de 41 nações concordou em explorar a imposição de sanções ao Irã caso o país insista em manter o Estreito de Ormuz bloqueado. A decisão foi comunicada nesta quinta-feira (2) após uma reunião virtual convocada pelo Reino Unido, que também rejeitou qualquer tentativa de impor taxas a embarcações que utilizam essa rota vital para o comércio mundial. O estreito, por onde transita aproximadamente 20% do petróleo global, está sob tensão desde o fim de fevereiro, quando o Irã iniciou ataques a navios no Golfo Pérsico em resposta a ações dos Estados Unidos e de Israel.
Projeto de Lei Iraniano Gera Mais Tensão
Em paralelo à movimentação internacional, o Parlamento iraniano aprovou um projeto de lei que prevê a cobrança de pedágios para a passagem pelo Estreito de Ormuz. Embora os valores exatos não tenham sido especificados, a proposta, divulgada pela agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, sugere taxas que poderiam chegar a dois milhões de dólares por embarcação, ou um sistema baseado na carga, similar ao aplicado no Canal de Suez. O projeto também visa proibir o trânsito de navios americanos e israelenses.
Estreito de Ormuz: Um Corredor Marítimo Crucial
A declaração emitida em Londres destacou a importância estratégica do Estreito de Ormuz como um dos mais significativos corredores marítimos do planeta. A via é essencial para o transporte de suprimentos vitais, incluindo fertilizantes para a África e hidrocarbonetos que abastecem residências, a indústria de transporte aéreo e o comércio internacional. A ameaça de fechamento ou restrição de tráfego representa um risco significativo para a economia global.
Cooperação Global e Busca por Soluções
Os países signatários da declaração comprometeram-se a aumentar a pressão diplomática e a coordenar medidas econômicas e políticas, como sanções, se o estreito permanecer fechado. Além disso, anunciaram que cooperarão com a Organização Marítima Internacional (OMI) para garantir a libertação de milhares de navios e marinheiros retidos na região. O Secretário-Geral da OMI, Arsenio Domínguez, participou da reunião e apelou por soluções práticas e neutras, evitando respostas fragmentadas que possam agravar a situação de cerca de 2.000 navios e 20.000 tripulantes presos no Golfo Pérsico desde o início do conflito.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
