Temor de “morte pelo próprio povo”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira (25) que os líderes do Irã estariam negociando secretamente com os EUA para encerrar o conflito em curso, mas que se recusam a admitir publicamente por medo de serem assassinados por sua própria população. Trump fez a afirmação durante um jantar de arrecadação de fundos do Comitê Nacional do Partido Republicano no Congresso, em Washington.
“Eles querem muito fechar um acordo, mas têm medo de dizer isso porque acham que serão mortos pelo próprio povo. Eles também têm medo de serem mortos por nós”, afirmou o mandatário americano, reiterando a postura de linha dura que defende em relação ao Irã desde a Revolução Islâmica de 1979.
“Extirpar o câncer nuclear”
Trump comparou a necessidade de ação contra o programa nuclear iraniano a “extirpar um câncer”, declarando que essa ameaça já foi “extirpada” e que agora o objetivo é “acabar com ele”. Em uma publicação posterior na rede social Truth Social, o presidente americano descreveu os negociadores iranianos como “muito diferentes e ‘estranhos'”, alegando que eles estão “implorando” por um acordo após terem sido “militarmente aniquilados”.
Teerã nega negociações diretas
Apesar das declarações de Trump, o regime iraniano, através de sua emissora estatal Press TV, noticiou que rejeitou uma proposta de cessar-fogo de 15 pontos apresentada pelos EUA e enviou uma contraproposta. No entanto, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, negou que estejam ocorrendo negociações diretas com os Estados Unidos. Segundo ele, as mensagens trocadas entre os países por meio de outros intermediários não configuram negociação, mas sim uma “troca de mensagens” onde o Irã declara suas posições e responde com advertências.
Contraproposta iraniana
A contraproposta iraniana, conforme noticiado pela Press TV, incluiria a suspensão de “assassinatos” de integrantes do regime, medidas para garantir o fim de guerras contra o país, “reparações” pelo conflito, o fim das hostilidades e o “exercício da soberania iraniana sobre o Estreito de Ormuz”.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br