Reforço em aeroportos
O governo do presidente Donald Trump decidiu enviar agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) para pelo menos 14 aeroportos dos Estados Unidos. A medida, confirmada pela Casa Branca e pelo Departamento de Segurança Interna (DHS), tem como objetivo principal reforçar a segurança e auxiliar no controle de filas, que foram impactadas pela paralisação parcial do financiamento público da pasta.
Impacto da paralisação
A falta de financiamento afetou diretamente a Administração de Segurança no Transporte (TSA), responsável pela inspeção de passageiros. Segundo o DHS, mais de 400 agentes da TSA deixaram seus cargos, e milhares faltaram ao trabalho por não estarem recebendo salários. A secretária assistente interina de comunicação do DHS, Lauren Bis, destacou que muitos funcionários enfrentam dificuldades financeiras, como a impossibilidade de pagar combustível e alimentação, o que tem levado a um aumento nas ausências.
Papel dos agentes de imigração
Tom Homan, conhecido como o “czar da fronteira” da Casa Branca, explicou que os agentes de imigração não substituirão as funções dos funcionários da TSA que exigem treinamento técnico. Em vez disso, eles atuarão em tarefas como controle de multidões, organização de filas e vigilância de áreas de acesso. “Estamos lá para ajudar o povo americano a passar por filas que estão levando horas, porque o governo foi paralisado”, afirmou Homan.
Esclarecimento sobre a atuação
O prefeito de Atlanta, Andre Dickens, do Partido Democrata, recebeu informações de autoridades federais de que o envio dos agentes do ICE não tem como propósito a fiscalização migratória nos aeroportos. A declaração visa dissipar preocupações levantadas por membros do partido sobre a possibilidade de operações de imigração nesses locais. A atuação dos agentes se concentrará no apoio às operações de segurança e na organização dos terminais aéreos.
Contexto político
A paralisação parcial do DHS se mantém após o Senado rejeitar, na semana passada, um projeto para liberar recursos públicos para a pasta. Essa situação afeta diretamente o funcionamento da TSA e de outras agências de imigração, justificando a necessidade de medidas paliativas como o envio dos agentes de imigração aos aeroportos.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
